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Ciência

Hidrelétricas na Bacia do Xingu em debate

15.05.2008
 
Pages: 12
Hidrelétricas na Bacia do Xingu em debate

Hidrelétricas na Bacia do Xingu serão alvo de debates e mobilizações em Altamira - Na próxima semana, entre os dias 19 e 23, cerca de mil indígenas, ribeirinhos e integrantes de movimentos sociais e organizações ambientalistas nacionais e internacionais se reúnem em Altamira (PA) para discutir os projetos de aproveitamento energético previstos para a Bacia do Rio Xingu (MT e PA).

Hidrelétricas na Bacia do Xingu serão alvo de debates e mobilizações em Altamira - Na próxima semana, entre os dias 19 e 23, cerca de mil indígenas, ribeirinhos e integrantes de movimentos sociais e organizações ambientalistas nacionais e internacionais se reúnem em Altamira (PA) para discutir os projetos de aproveitamento energético previstos para a Bacia do Rio Xingu (MT e PA).

Um dos focos da mobilização é a hidrelétrica de Belo Monte, obra prioritária do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), segundo organizações ambientalistas, componente importante no conjunto de divergências entre o Ministério do Meio Ambiente e a cúpula desenvolvimentista do governo.

As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) previstas para as cabeceiras do Xingu, no Mato Grosso, também serão avaliadas pelos participantes.

Além da discórdia interna no governo federal e da insatisfação dos índios, o projeto de Belo Monte também provoca uma batalha judicial que já se prolonga por mais de sete anos. A hidrelétrica teve mais uma vez seus Estudos de Impacto Ambiental (EIAs) paralisados no último dia 16 de abril, por força de uma liminar do juiz federal de Altamira, Antônio Carlos Campelo. Ele considerou irregular a contratação - sem licitação - das empreiteiras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Norberto Odebrecht para a confecção do EIA. É a quarta paralisação do projeto por ilegalidade.

Segundo os organizadores do encontro Xingu Vivo para Sempre, que terá atividades de debate, ações na esfera jurídica e mobilizações de protesto, o objetivo do evento é criar um movimento unificado na bacia do Xingu para discutir, por um lado, as grandes ameaças à região - desmatamento, envenenamento dos rios, grandes projetos econômicos, deslocamento das populações tradicionais e indígenas – e, por outro, seu potencial para o desenvolvimento sustentável – preservação das florestas e da diversidade cultural dos povos da bacia, alternativas econômicas ambientalmente viáveis etc.

Programação:

Dia 19 de maio (segunda-feira)

18h00 - 22h00 - Abertura - boas vindas e apresentação do objetivo do evento
- Palavras iniciais, apresentação dos participantes, objetivos do evento - Dom Erwin Krautler - Bispo do Xingu
- Apresentação dos grupos indígenas presentes
- Cerimônia de convocação de líderes espirituais indígenas

Dia 20 de maio (terça-feira)

9h00 - 10h00 - Resgate Histórico
- Apresentação da história do Encontro dos Povos Indígenas de 1989
- O que foi o evento de Altamira em 1989 (depoimento de pessoas que participaram da organização desse evento, com fotos e vídeos)
- O projeto de barragens do "Complexo de Hidrelétricas do Xingu" em 1989, o que estava em jogo. (Prof. Oswaldo Sevá/UNICAMP)
- Depoimentos de Indígenas e representantes do Movimento Social que estiveram no encontro em 1989.

10h00 - 11h00 - Desenvolvimento econômico e qualidade de vida no Xingu: os conflitos hoje existentes

MESA 1 - Caracterização da região colocando foco nas principais ameaças da região, como são soja, madeireiros, grilagem, pecuária e hidrelétricas. (Dr. Reinaldo Correia/INPA e ISA)
- Depoimentos de ribeirinhos
- Depoimento de agricultores familiares
- Depoimentos de Indígenas

11h00 - 12h00 - Momento de Diálogo aberto ao público

12h00 Intervalo para Almoço

14h00 - 15h30 - MESA 2: Belo Monte e as outras hidrelétricas planejadas para o Xingu
- Novo inventário mudanças em relação ao anterior (Representante da Eletrobrás)
- Avaliação da viabilidade econômica do novo inventário hidrelétrico - a terceira tentativa de barrar o Xingu e as possíveis conseqüências socioambientais de um barramento único do Xingu.(Prof. Oswaldo Sevá/UNICAMP)

- Os impactos sobre os recursos pesqueiros do Rio Xingu. (Pesquisador do INPE)
- Exemplo de Tucuruí, Rio Madeira e outros (Roquivam Alves da Silva/MAB)
- Análise sobre as hidrelétricas no Brasil (Glenn Switkes/International Rivers)
- Estudos de Avaliação da Equidade Ambiental - O caso Belo Monte - Jean Pierre Leroy /

FASE Nacional

16h00 - 15h30 - Momento de Diálogo aberto ao público

Dia 21 (quarta-feira)

9h00 - 10h30 - MESA 3: A construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) nas cabeceiras do Rio Xingu: Os impactos sobre os povos indígenas
- Situação atual das cabeceiras do Xingu (Hidrelétricas previstas, construídas, em construção)
- Conseqüências sobre os peixes e sobre os índios (Juarez Pezzuti, pesquisador)
- Relato de liderança indígena do PIX de como foi o processo de negociação e histórico de resistência, quais as conseqüências temidas
- Visão do governo do estado sobre pequenos barramentos previstos nas cabeceiras do do Rio Xingu (representante da SEMA/MT)

- Avaliação Ambiental Integrada (Representante do Ministério do Meio Ambiente)

10h30 - 12h00- Momento de Diálogo aberto ao público

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