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Ciência

Brasil e Peru discutem integração energética

13.08.2009
 
Brasil e Peru discutem integração energética

O andamento dos projetos para a construção de seis usinas hidrelétricas no Peru foi o principal tema do encontro sobre integração energética e estudos de viabilidade para a interconexão elétrica.

O evento aconteceu na última sexta-feira (6), no Rio de Janeiro, e contou com a participação do ministro de Minas e Energia do Brasil, Edison Lobão, e seu colega peruano, Pedro Sanchez. Os ministros, acompanhados do presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz, e do superintendente de Operações no Exterior da empresa, Sinval Gama, além de técnicos dos dois países (foto), discutiram aspectos técnicos, normativos e regulatórios dos empreendimentos hidrelétricos, que deverão gerar cerca de 6 mil MW, com custos envolvidos da ordem de US$ 15 bilhões, e poderão ser implantados em parceria por brasileiros e peruanos .


Também foi discutido no encontro a avaliação do Plano de Trabalho dos estudos de interconexão elétrica – firmado em abril, no Acre – e o andamento do cronograma. Ainda foi avaliado o andamento das ações do convênio de integração energética, assinado em maio de 2008. A Eletrobrás estuda os projetos por meio de um acordo de cooperação técnica com empresas privadas brasileiras. “Nós temos projetos com o Peru, assim como temos com a Argentina, com o Uruguai e assim por diante. E a Eletrobrás está no centro desses estudos”, afirmou Lobão, acrescentando que, na reunião, houve avanços na negociação, mas ainda serão necessários outro s encontros até que os detalhes do acordo sejam definidos, o que deve ocorrer até o fim do ano.


Os estudos de empreendimentos no Peru envolvem além da construção de hidrelétricas, a construção de linhas de transmissão. Inambari é o projeto mais avançado, com previsão de conclusão dos estudos de viabilidade no final deste ano. Após o encontro do Rio, os dois países esperam avançar no detalhamento do projeto, do modelo a ser utilizado para a construção das usinas e de como a energia gerada será usada. A expectativa é que as unidades entrem em operação em 2015, com um modelo inicial de cessão de 20% da energia para o Peru e os demais 80% para o Brasil.


Ministério de Minas e Energia


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