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Ciência

Até que idade somos criativos?

13.05.2008
 
Até que idade somos criativos?

Um tema controversial para os empregadores corresponde à pergunta: até que idade uma pessoa é criativa? A ideia de que os jóvens são mais creativos estava na moda nas contratações dos anos 80. Parece que com esta moda, desperdiçaram muito talento criativo.


David Galenson investigou o tema estudando a biografía e os ciclos creativos de artistas famosos -que usualmente são considerados creativos e trascendentes - em campos como a pintura, poesía, novelas y cinematografia ('Age and Creativity: the influence of personality type'; Current, Nov. 2006).

Encontrou que há dois tipos de artistas creativos: os experimentais, que não planejam nem sabem a priori aonde querem chegar, mas persistem sistemáticamente em melhorar seus trabalhos convencidos de que a partir disso aparecerão seus descobrimientos; e os artistas conceptuais, os buscadores, os que querem comunicar suas ideias e emoções, que fazem muito trabalho preparativo para garantir que chegarão a aquilo que anticiparam. Nestes, as inovações aparecem com a formulação da nova ideia.


Os ciclos da vida creativa de ambos os tipos de artistas são diferentes. Os experimentais fazem suas maiores contribuições até ao final das suas carreiras, pelo peso da sua sabidoría acumulada. Os melhores conceptuais são esses génios jóvens que fazem suas contribuições em qualquer momento da sua vida, incluindo sua época mais jóvem.


Galenson corroborou sua tese estudando os pintores Paul Cezanne (experimental), Picasso (conceptual, pintou Las señoritas de Avignon -cubismo- aos 26 anos), os poetas Robert Frost (experimental), T.S. Eliot (conceptual, escreveu The Love Song of J. Alfred Prufrock aos 23 anos), os novelistas Mark Twain (experimental) e F.Scott Fitzgerald (conceptual, escreveu The Side of Paradise aos 24 anos), os directores de cine John Ford (experimental) e Orson Welles (conceptual, realizou Cidadão Kane aos 26 anos).


O mesmo padrão apareceu do estudo de centos de artistas experimentais que fez o historiador de arte Roberto Jensen, quem analizou a vida artística dos experimentais Leonardo, Miguel Angel, Tiziano, Rembrandt e os conceptuais Masaccio, Rafael, Caravaggio e Vermeer.


A importância práctica destes estudos revela que está errada a crença generalizada de que o ciclo de creatividade depende da idade, do âmbito intelectual o a profissão. De facto, revela que depende mais das características de personalidade e habilidades.


Boa notícia para a gente maior que os 40 anos de idade com talento creativo.

León Trahtemberg
http://www.trahtemberg.com

Traduzido por Olga SANTOS

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