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Ciência

Bil Gates se enriquece por meio dos estrangeiros

12.03.2007
 
Bil Gates se enriquece por meio dos estrangeiros

Bill Gates está convencido de que todos os técnicos e engenheiros do mundo querem viver nos Estados Unidos. Como ele paga a este tipo de mão de obra um salário de 100.000 dólares, talvez ele tenha razão.

Enquanto os conhecimentos matemáticos dos estudantes americanos continuam sendo os mais baixos do mundo, o Estado não terá mais opções a não ser admitir os mais de 65.000 estrangeiros qualificados no seu programa de vistos H-1B.

Mais da metade dos ‘start-up‘, pequenas empresas de alta tecnologia, criadas entre 1995 e 2005, têm pelo menos um fundador de origem estrangeira, segundo estudo recente publicado pela universidade de Duke, na Carolina do Norte (sudeste dos EUA).

O estudo nacional avaliou a criação de empresas nos ramos de tecnologia de ponta, como informática, semicondutores, defesa, aeroespacial, biociência e meio-ambiente.

A pesquisa ressalta que, na Silicon Valley, 52,4% dos start-up criados na última década têm pelo menos um fundador de origem estrangeira, dado bem superior à média californiana (38,8%) e nacional (25,3%).

‘A Silicon Valley é um eldorado para as tecnologias e atrai cientistas e engenheiros estrangeiros mais do que qualquer outra região‘, afirma Vavek Wadhwa, professor na universidade de Duke e co-autor do estudo.

Os indianos aparecem como o grupo ético mais dinâmico, com 15,5% das criações de empresas, à frente dos chineses e taiwaneses, juntos com 12,8%.Entre 2000 e 2005, a população indiana na Silicon Valley cresceu 40%, segundo o Escritório americano de recenseamento.

Cerca de 15 anos após sua chegada na Silicon Valley, Jack Jia é um empreendedor que já fundou duas empresas de informática, a V-max e a Baynote. ‘Na China, os start-up só copiam o que já existe: há poucas idéias novas e, por isso, há muita concorrência‘, explicou, afirmando que ‘a Sillicon Valley atrai por seu espírito de inovação, seu dinheiro e sua maneira de saber fazer as coisas‘.

Por sua vez, Anselm Baird-Smith deixou a França e ‘a esclerose‘ que ele percebia em suas empresas para criar o Lala, um site de troca de discos. ‘Aqui, conseguimos unicamente por mérito. Pouco importa se somos estrangeiros ou não, o que a gente faz conta mais do que o que a gente é. Podemos inovar sem fronteira, sem ter que passar tempo convencendo seus superiores do fundamento de uma idéia‘, destacou.

Este espírito de iniciativa tornou possível a conquista do russo Sergey Brin, co-fundador da Google, do almeão Andy Bechtolsheim e do indiano Vinod Khosla, fundadores da Sun Microsystems, ou do taiwanês Jerry Yang, co-fundador da Yahoo.

Esta situação criou o fenômeno conhecido como "o refugiado H-1B". Algumas companhias contratam estrangeiros e eles têm trabalhado, temporariamente, em algumas fábrica situadas no exterior. Mas isto não significa que eles podem entrar facilmente nos Estados Unidos para trabalhar.

Assim sendo, o que Gates pediu ao Senado Americano é que se elimine qualquer proibição. Do contrário, todas essas mentes privilegiadas decidirão trabalhar em qualquer outro lugar, o que definitivamente, no longo prazo, fará com que os Estados Unidos percam a sua liderança mundial em tecnologia.


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