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Ciência

Cientistas brasileiros testam um novo remédio contra câncer

10.09.2007
 
Cientistas brasileiros testam um novo remédio contra câncer

Os pesquisadores brasileiros entraram na fase final de testes de um novo remédio para combater doenças como câncer, mal de Alzheimer, moléstias neurológicas e inflamações, baseado numa proteina encontrada na pele de sapos. O remedio dos ceintistas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul já está testado em seres humanos, segundo escreve Terra.

Os novos medicamentos estão sendo estudados por cientistas dos laboratórios de Fisiopatologia Experimental e Neurociências da Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina (Unesc), em Criciúma. O projeto é uma parceria com a Fundação Soad e o Laboratório de Pesquisas em Câncer do Hospital das Clínicas de Porto Alegre.

Segundo o coordenador da pesquisa, o professor Felipe Dal Pizzol, o teste já está sendo realizado em um ser humano. Ele conta que a pesquisa é baseada na bombesina, proteína presente na pele dos sapos, e que os pesquisadores constataram que o material inibiu o desenvolvimento de células cancerígenas no cérebro. "Seres humanos também têm a bombesina, mas ela acaba realizando uma função diferente do que nos sapos", diz.

A pesquisa começou há quatro anos e agora está sendo publicada em revistas científicas internacionais. Pizzol afirma que usando uma molécula sintética similar à bombesina, os chamados PSBs (Peptídeos Semelhantes à Bombesina), os pesquisadores constataram a inibição de células de câncer cerebral cultivadas em laboratório. "Esse resultado nos coloca na ponta da ciência", diz. "É um avanço significativo no combate a essas moléstias".

Conforme Dal Pizzol, um dos aspectos importantes do estudo, além do resultado promissor, é o fato do ineditismo na aplicação dos PSBs, também identificados por RC-3095, em inflamações e doenças psiquiátricas. A bombesina já havia sido testada em roedores para um estudo que visava combater o mal de Alzheimer.

Nas cobaias, a bombesina, produzida pelo sapo-de-barriga-de-fogo (Bombina bombina) conseguiu evitar a perda de memória, que é a principal característica da doença. "Estudos realizados na Unesc já confirmaram a sua eficiência em ratos tratados com anfetamina", informou.
O teste em seres humanos ainda está no início, segundo o professor, mas os estudos clínicos já foram realizados e se mostraram seguros. "O estudo em seres humanos em larga escala dependerá dos resultados nesta primeira experiência", explica. "O novo medicamento é injetável de forma subcutânea, como a maioria das proteínas".


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