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Ciência

Nova plataforma da Petrobras produzirá 8% do petróleo nacional

08.10.2008
 
Nova plataforma da Petrobras produzirá 8% do petróleo nacional

A Petrobras batiza, nesta terça-feira (7), a primeira plataforma semi-submersível construída integralmente no Brasil. Programada para operar no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos (RJ), a unidade marca uma nova conquista da indústria naval brasileira com o conteúdo local acima de 75% de bens e serviços adquiridos de fornecedores nacionais.


Uma das obras incluídas no Plano de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (PAC), as obras dessa nova plataforma geraram cerca de quatro mil empregos diretos e 12 mil indiretos, contribuindo tanto para o crescimento da indústria nacional quanto para o aumento do volume de empregos no País. Realizada no estaleiro BrasFels, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, a cerimônia contará com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, do ex-presidente da Petrobras e atual presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra, além de ministros de Estado e diretores da Companhia. A madrinha da plataforma será a primeira-dama, Marisa Letícia Lula da Silva.

A construção da P-51 é um marco no processo de retomada da indústria naval brasileira. Em fevereiro de 2003, pouco depois da posse do presidente Lula, a direção da Petrobras optou por suspender o processo de licitação da P-51 e da P-52, que já estavam em andamento, para incluir no edital a exigência de conteúdo nacional mínimo. A partir de então, a exigência passou a ser adotada em todas as licitações realizadas pela Petrobras, o que permitiu à indústria naval brasileira reestruturar-se de modo a poder atender, hoje, boa parte do volumoso programa de encomendas recentemente anunciado pela Companhia para os próximos anos.

Produção nacional - Em 2010, quando atingir sua capacidade operacional máxima, de 180 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás por dia, a P-51 será responsável por cerca de 8% da produção nacional de petróleo. A nova unidade integra, também, o Plano de Antecipação da Produção de Gás Natural (Plangás) e será estratégica para o aumento da oferta de gás natural ao mercado brasileiro. Além disso, a P-51 faz parte do Plano Diretor de Escoamento e Tratamento (PDET) da Bacia de Campos, sistema logístico estratégico para o escoamento de petróleo e gás produzidos nessa região. Dos seis milhões de m³ de gás que serão produzidos por dia, uma parte será destinada ao consumo interno da unidade, como combustível para geração elétrica, e o restante será escoado para a terra.

Início da operação - A P-51 ficará ancorada no campo de Marlim Sul, a uma profundidade de 1.255 metros e instalada a 150 km da costa. Será interligada a 19 poços (dez produtores de óleo e gás e nove injetores de água) e produzirá óleo de 22º graus API. A previsão é que ela siga, ainda em outubro, para a Bacia de Campos e que comece a operar no final deste ano. Com investimentos de aproximadamente US$ 1 bilhão, a plataforma foi construída pelo consórcio FSTP (Keepel Fells e Technip) nas cidades de Niterói, Rio de Janeiro, Itaguaí e Angra dos Reis, pela Nuovo Pignone, Rio de Janeiro e pela Rolls Royce, em Niterói.

P-51


Localização: campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, a 150 km da costa
Capacidade de produção: 180 mil barris de petróleo por dia
Capacidade de compressão de gás: 6 milhões de m³ por dia
Capacidade de injeção de água: 282 mil barris de água por dia
Geração elétrica: 100 MW (energia suficiente para iluminar uma cidade de 300 mil habitantes)
Lâmina d’água: 1255 m
Poços produtores: 10
Poços injetores: 9
Acomodações: 200 pessoas
Comprimento x Largura: 125 x 110 m
Peso total: 48 mil toneladas

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


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