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Ciência

Real arma laser chega ao Exército dos EUA

08.05.2007
 
Real arma laser chega ao Exército dos EUA

Um armamento que produz um escudo de plasma para espantar e desorientar os inimigos pode chegar ao Exército dos Estados Unidos em poucos anos, com o desenvolvimento de uma máquina que gera uma tela protetora com explosões ofuscantes no ar.

 O equipamento utiliza uma tecnologia conhecida como detonação dinâmica de pulsos (DPD em inglês) -- um pequeno, porém intenso pulso de laser cria uma esfera de plasma, e um segundo pulso cria uma onda de choque supersônica gerando um flash brilhante e um alto ruído.

O Sistema de Escudo de Plasma Acústico (PASS, em inglês) irá combinar um laser com DPD com um auto-falante de grande poder, além de uma fonte de luz ofuscante. O equipamento já foi demonstrado por seu fabricante, a Stellar Photonics, e o protótipo inserido em um veículo deve ser testado em 2009.

“Ele usa um padrão programado de eventos rápidos de plasma para criar uma variedade de paredes de luzes brilhantes”, explica Keith Braun, da Divisão de Sistema de Armamentos de Energia Avançada do exército norte-americano em Nova Jersey, onde o sistema está sendo testado.

Braun afirma que o alcance máximo do PASS está por volta de 100 metros, e que o laser não deve ser utilizado como uma arma, no formato atual, pois falta energia suficiente para ser capaz de queimar um alvo, por exemplo. Entretanto, ele não exclui a possibilidade. “Esse tipo de capacidade está no centro do que esperamos eventualmente da tecnologia”. A empresa que constrói o sistema planeja desenvolver versões menores e mais poderosas no futuro.

Velocidade da luz

A companhia também criou um rifle de laser portátil, que pode ser letal, para o Exército norte-americano. Ele deve pesar cerca de 15 kg, ter um alcance de mais de 1,5 km e diversas vantagens sobre os rifles existentes -- melhor precisão e a habilidade de atingir um alvo móvel na velocidade da luz.

Também há a possibilidade de utilização no modo não-letal, “oferecendo ao soldado uma primeira resposta mais branda, com a capacidade de tornar-se letal se a situação pedir outro nível de resposta”, explica Braun. Ainda assim, extensos testes sobre seu efeitos em humanos devem ser realizados antes de sua utilização legitimada como uma arma não-letal.

 Fonte G-1, http://blog.wired.com/defense/2007/04/plasma_pulse_la.html


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