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Ciência

Produção de alimentos no Brasil não compete com biocombustíveis

05.05.2008
 
Produção de alimentos no Brasil não compete com biocombustíveis

Além dos subsídios agrícolas dos países desenvolvidos, os Estados Unidos e a União Européia vêm aumentando gradativamente, nos últimos anos, o uso de milho e óleos comestíveis para produzir biocombustível. No caso dos Estados Unidos, maior produtor mundial de milho, o uso desse alimento para a produção de etanol saltou de 33,5 milhões de toneladas, em 2004 para 104,1 milhões, em 2008, o que significa aumento de 211%.

Bento Gonçalves/RS - Na apresentação que deu início ao ciclo de palestras do 15º AgroEx, em Bento Gonçalves (RS), o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Célio Porto, reafirmou que a produção de biocombustíveis no Brasil não compete com a de alimentos.


Segundo o secretário, além dos subsídios agrícolas dos países desenvolvidos, os Estados Unidos e a União Européia vêm aumentando gradativamente, nos últimos anos, o uso de milho e óleos comestíveis para produzir biocombustível. No caso dos Estados Unidos, maior produtor mundial de milho, o uso desse alimento para a produção de etanol saltou de 33,5 milhões de toneladas, em 2004 para 104,1 milhões, em 2008, o que significa aumento de 211%.


O Brasil usa a cana-de-açúcar - que não é considerado alimento -, para produzir etanol. “Nós temos como provar que a relação da produção de biocombustível com a de alimentos não causa conflito. Tanto que conseguimos alcançar safras recordes, nos dois últimos anos, com esses produtos”, observou Célio Porto.


O 15º AgroEx, em Bento Gonçalves, cidade localizada na serra gaúcha e conhecida pela produção de vinhos e espumantes, se realiza no campus universitário da região do vinhedo da Universidade de Caxias do Sul. Participam como espectadores do evento empresários do setor de uva e vinhos, estudantes, enólogos e autoridades locais.


Desafios para exportar - A primeira palestra desta quarta-feira foi do secretário Célio Porto, que abordou os desafios a serem superados nas exportações do agronegócio brasileiro e as oportunidades para aumentar a participação no mercado internacional. Porto destacou a importância do agronegócio na balança comercial e na economia brasileira e mostrou que o comércio do Brasil com os países em desenvolvimento vem aumentando. Ele falou também sobre da importância de diversificar o leque das exportações.


Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento


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