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Ciência

Expedição Anaconda mapeou lugares sagrados indígenas do Rio Negro

03.01.2014
 

 

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Expedição Anaconda mapeou lugares sagrados indígenas do Rio Negro

Depois de navegar durante as duas últimas semanas de fevereiro de 2013 pelo Rio Negro, saindo de Manaus, a expedição aportou em Camanaus, São Gabriel da Cachoeira, encerrando mais uma etapa do mapeamento de lugares sagrados indígenas. Foram cerca de 800 quilômetros percorridos, nos quais foram identificados 23 locais importantes apontados pelos conhecedores indígenas como "lugares sagrados" ou "casas de transformação".

Esses locais foram os pontos de parada de seus primeiros ancestrais no curso da "viagem de transformação" que os levou até o centro da terra, o território onde até hoje vivem os diversos grupos tukano que compartilham deste corpus mitológico, nas bacias dos rios Uaupés e Apapóris.

Conhecedores narram eventos ocrridos em Tapuruquara no tempos em que os primeiros ancestrais subiram o Rio Negro na "canoa da transformação"

Em cada parada os conhecedores dos diversos grupos participantes da expedição - Desana, Pira-Tapuia, Tukano, Tuyuca e Bará - narravam suas histórias e os eventos aí ocorridos, sempre destacando o nome do lugar em sua língua e os tipos de conhecimentos, técnicas, artefatos e outros bens rituais que teriam aí se originado: encantações de cura, cantos, danças, substâncias enteógenas de uso cerimonial, enfeites de penas e outros tantos objetos de valor ritual e cotidiano.

Tudo isso foi registrado pela equipe de cinegrafistas, coordenada por Vincent Carelli do Vídeo nas Aldeias (saiba mais).

socioambiental.org


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