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Ciência

Ar seco piora alergia ocular

02.08.2011
 

Ar seco piora alergia ocular. 15393.jpegCíclica e crônica, a alergia ocular piora nos períodos de estiagem e pode vir acompanhada de outras doenças.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 57 milhões de brasileiros dêem respostas exageradas aos estímulos externos, ou seja, são alérgicos. Desses, 6 em cada 10 manifestam a doença nos olhos segundo o estudo multicêntrico internacional, ISAAC (International Study of Asthma and Allergies in Childhood).

Não por acaso, o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, conta que na última semana 2 em cada 10 pacientes atendidos no hospital foram diagnosticados com alergia ocular.  "A estiagem aumenta a concentração de poluentes no ar e agrava a doença da mesma forma que acontece com a sinusite, asma ou rinite", exemplifica. O ar seco, ressalta, também aumenta a evaporação da camada aquosa da lágrima. Por isso, junto com a alergia pode ocorrer olho seco, inflamação da borda das pálpebras (blefarite) ou das glândulas responsáveis pela produção da camada oleosa do filme lacrimal (meibomite).

Ele diz que não existe cura para alergia. Os tratamentos apenas aliviam os sintomas - coceira, vermelhidão, lacrimejamento e inchaço das pálpebras. O ISAAC mostra que no Brasil 25% dos portadores apresentam simultaneamente rinite e conjuntivite alérgica. Segundo Queiroz Neto, isso significa que para parte deste grupo os sintomas são aliviados com anti-histamínicos sistêmicos e corticóide nasal. Como algumas pessoas só respondem bem a colírios, o mais importante é evitar as recaídas. Isso porque, colírios com corticóide indicados para crises intensas de alergia aumentam o risco de contrair glaucoma e catarata. Outra ameaça, destaca, é que as recidivas podem induzir ao ceratocone, doença que afina a parte central da córnea e pode levar ao transplante.

Como prevenir a alergia

Queiroz Neto afirma que para prevenir o ceratocone e as crises alérgicas a primeira recomendação é evitar coçar os olhos. Isso porque, a fricção da superfície ocular fragiliza as fibras de colágeno e aumenta a produção de histamina que provoca a coceira.  Outras dicas do médico para impedir crises alérgicas são:

- Evite plantas, flores e animais com pelo.

- Mantenha os ambientes arejados, limpos e umidificados por uma vasilha com água.

- Substitua a vassoura por aspirador e pano úmido.

Nos casos em que o ceratocone já está instalado o tratamento pode ser feito com cross link. A técnica associa aplicação de riboflavina (vitamina B12) e ultravioleta que aumentam em 3 vezes a resistência da córnea.

Como evitar doenças simultâneas

Para evitar o olho seco a principal dica do especialista é beber pelo menos 2 litros de água/dia e usar óculos que impedem a evaporação do filme lacrimal. O tratamento medicamentoso é feito com lágrima artificial. Tanto o comprometimento da qualidade da lágrima decorrente da meibomite como a blefarite podem ser evitados fazendo a higiene da pálpebra duas vezes ao dia com um cotonete ou gaze embebida em solução para limpeza palpebral. Queiroz Neto explica que a blefarite pode originar o terçol, uma infecção provocada pelo excesso de oleosidade na borda da pálpebra, falta de higiene ou alergia. O tratamento do terçol é feito com aplicação de compressas de água quente, várias vezes ao dia. Em alguns casos também é indicado colírio antiinflamatório.  Estes cuidados evitam que se transforme em calázio, um cisto que pode exigir cirurgia para ser retirado. O médico explica que o calázio também pode surgir por conta da meibomite que obstrui o canal lacrimal. Ele diz que as doenças desencadeadas pela alergia atingem todas as faixas etárias, mas têm maior prevalência entre mulheres. Em qualquer irritação ocular alerta para interromper o uso de maquiagem e lente de contato.

 

Eutrópia Turazzi - LDC Comunicação

eutropia@uol.com.br

Ar seco piora alergia ocular

Cíclica e crônica, a alergia ocular piora nos períodos de estiagem e pode vir acompanhada de outras doenças.

 

 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 57 milhões de brasileiros dêem respostas exageradas aos estímulos externos, ou seja, são alérgicos. Desses, 6 em cada 10 manifestam a doença nos olhos segundo o estudo multicêntrico internacional, ISAAC (International Study of Asthma and Allergies in Childhood).

Não por acaso, o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, conta que na última semana 2 em cada 10 pacientes atendidos no hospital foram diagnosticados com alergia ocular.  "A estiagem aumenta a concentração de poluentes no ar e agrava a doença da mesma forma que acontece com a sinusite, asma ou rinite", exemplifica. O ar seco, ressalta, também aumenta a evaporação da camada aquosa da lágrima. Por isso, junto com a alergia pode ocorrer olho seco, inflamação da borda das pálpebras (blefarite) ou das glândulas responsáveis pela produção da camada oleosa do filme lacrimal (meibomite).

Ele diz que não existe cura para alergia. Os tratamentos apenas aliviam os sintomas - coceira, vermelhidão, lacrimejamento e inchaço das pálpebras. O ISAAC mostra que no Brasil 25% dos portadores apresentam simultaneamente rinite e conjuntivite alérgica. Segundo Queiroz Neto, isso significa que para parte deste grupo os sintomas são aliviados com anti-histamínicos sistêmicos e corticóide nasal. Como algumas pessoas só respondem bem a colírios, o mais importante é evitar as recaídas. Isso porque, colírios com corticóide indicados para crises intensas de alergia aumentam o risco de contrair glaucoma e catarata. Outra ameaça, destaca, é que as recidivas podem induzir ao ceratocone, doença que afina a parte central da córnea e pode levar ao transplante.

Como prevenir a alergia

Queiroz Neto afirma que para prevenir o ceratocone e as crises alérgicas a primeira recomendação é evitar coçar os olhos. Isso porque, a fricção da superfície ocular fragiliza as fibras de colágeno e aumenta a produção de histamina que provoca a coceira.  Outras dicas do médico para impedir crises alérgicas são:

- Evite plantas, flores e animais com pelo.

- Mantenha os ambientes arejados, limpos e umidificados por uma vasilha com água.

- Substitua a vassoura por aspirador e pano úmido.

Nos casos em que o ceratocone já está instalado o tratamento pode ser feito com cross link. A técnica associa aplicação de riboflavina (vitamina B12) e ultravioleta que aumentam em 3 vezes a resistência da córnea.

Como evitar doenças simultâneas

Para evitar o olho seco a principal dica do especialista é beber pelo menos 2 litros de água/dia e usar óculos que impedem a evaporação do filme lacrimal. O tratamento medicamentoso é feito com lágrima artificial. Tanto o comprometimento da qualidade da lágrima decorrente da meibomite como a blefarite podem ser evitados fazendo a higiene da pálpebra duas vezes ao dia com um cotonete ou gaze embebida em solução para limpeza palpebral. Queiroz Neto explica que a blefarite pode originar o terçol, uma infecção provocada pelo excesso de oleosidade na borda da pálpebra, falta de higiene ou alergia. O tratamento do terçol é feito com aplicação de compressas de água quente, várias vezes ao dia. Em alguns casos também é indicado colírio antiinflamatório.  Estes cuidados evitam que se transforme em calázio, um cisto que pode exigir cirurgia para ser retirado. O médico explica que o calázio também pode surgir por conta da meibomite que obstrui o canal lacrimal. Ele diz que as doenças desencadeadas pela alergia atingem todas as faixas etárias, mas têm maior prevalência entre mulheres. Em qualquer irritação ocular alerta para interromper o uso de maquiagem e lente de contato.

 

Eutrópia Turazzi - LDC Comunicação

eutropia@uol.com.br


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