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Federação Russa

Rússia e Grã-Bretanha cooperarão no caso de Litvinenko

30.11.2006
 
Rússia e Grã-Bretanha cooperarão no caso de Litvinenko

O chanceler russo, Serguei Lavrov falou ontem com a ministra de Exteriores britânica, Margaret Beckett, e ofereceu a ela garantias de que Moscou cooperará na investigação sobre a morte do ex-espião russo Alexander Litvinenko.

Esta informação foi confirmada hoje na Câmara dos Comuns pelo ministro do Interior britânico, John Reid, em uma declaração perante os deputados sobre o caso de Litvinenko, conhecido por suas duras críticas ao presidente da Rússia, Vladimir Putin. Antes de morrer, Litvinenko ditou uma carta na qual acusa o Kremlin e o presidente Putin pelo seu envenenamento.

Trata-se do contato do nível mais elevado entre Londres e Moscou em relação а morte de Litvinenko que o Governo britânico tornou público até agora.

Alexander Litvinenko foi coronel do Serviço Federal de Segurança (antigo KGB, ao qual Putin também pertenceu) e vivia desde 2001 como refugiado no Reino Unido, onde o Governo lhe havia concedido nacionalidade britânica. Após a morte do ex-espião, em 23 de novembro, o Executivo britânico pediu аs autoridades russas que colaborassem para ajudar a brigada antiterrorista da Scotland Yard em sua investigação sobre a morte do ex-espião por intoxicação radioativa.

Além disso, funcionários do Ministério de Assuntos Exteriores britânico se reuniram no último dia 24 com o embaixador russo em Londres, Yuri Fedotov, para analisar o incidente. No entanto, o Governo britânico tratou este assunto com muito tato para evitar mal-estar diplomático com a Rússia, cujos recursos energéticos (gás e petróleo, principalmente) são de grande interesse para o Reino Unido.

No último dia 27, o porta-voz oficial do primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, afirmou que era "muito cedo" para tirar conclusões sobre a misteriosa morte do ex-agente secreto. Blair afirmou no dia 28 em Copenhague que a investigação policial sobre a morte de Litvinenko irá até o fim e não haverá álibi por questões diplomáticas ou políticas.

O chefe do Executivo britânico ressaltou que falará sobre o caso com Putin "no momento apropriado" segundo EFE.


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