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Tribunal de Moscou condenou "Maníaco do Martelo" à pena maior

29.10.2007
 
Tribunal de Moscou condenou "Maníaco do Martelo" à pena maior

 O Tribunal de Moscou condenou nesta segunda-feira (29) à prisão perpétua o assassino em série Alexander Pichushkin, conhecido como "Maníaco do Martelo" e "Assassino do Xadrez", por 48 homicídios e três tentativas de assassinato.

Em 24 de outubro, um júri popular tinha declarado Pichushkin culpado de 48 assassinatos, na maioria cometidos no parque de Bittsa, em Moscou, com a ajuda de um martelo, segundo as agências russas.

Pichushkin afirmou no último dia 25 que foi "juiz, promotor e carrasco" de suas vítimas e insistiu em que matou mais de 60 pessoas até ser detido.

"Faz 500 dias que estou preso e que meu destino está sendo decidido. Até agora, eu só decidi o destino de 60 pessoas: fui juiz, promotor e carrasco", disse Pichushkin, citado pela agência russa "Interfax", em sua última palavra no julgamento no Tribunal de Moscou, que entrou em recesso para definir sua sentença.

O assassino, de 33 anos, trabalhava em um supermercado. Ele criou polêmica com o júri que, na quarta-feira, o considerou culpado de cometer seus crimes com requintes de crueldade e, por isso, decidiu que não merecia clemência.

"Era uma espécie de ritual, meu estilo, minha marca. Nem os promotores nem os investigadores sabem o que ocorreu entre nós (entre ele e suas vítimas) na floresta", afirmou.

Durante o julgamento, ele confessou ser autor de todos os assassinatos e disse várias vezes que não se arrependia. Além disso, pretendia chegar a 64 vítimas - o mesmo número de casas em um tabuleiro de xadrez.

A maior parte dos crimes foi cometida no mesmo local, o Parque Bitsa, em Moscou. Ele quase sempre batia com um martelo em suas vítimas até a morte. Em seguida, jogava os corpos em poços d'água e no esgoto.

O primeiro assassinato de Pichushkin foi cometido em 1992. Na época, com 18 anos recém-completos, ele empurrou um amigo do colégio pela janela por causa de uma disputa amorosa. A última morte ocorreu em junho do ano passado, quando matou uma colega.


A polícia começou a seguir os rastros dele graças a uma mensagem de uma vítima que dizia ao filho com quem sairia e para onde iria, dando também o número do telefone Pichushkin.
"Se não tivessem me prendido, nunca teria parado. Nunca. Salvaram a vida de muitas pessoas", disse o homicida durante o julgamento.


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