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Federação Russa

Posição pragmatica da Rússia para soluçaõ do problema nuclear iraniano

26.08.2006
 
Posição pragmatica da Rússia para soluçaõ do problema nuclear iraniano

No início da semana, as autoridades iranianas entregaram a resposta à proposta dos “Seis” para solução do problema atômico iraniano. O texto de resposta não foi ainda publicado.

Entretanto não existe nenhuma prova de que a parte iraniana tenha concordado em cumprir a exigência principal da comunidade mundial – cessar o enriquecimento de urânio. Ao mesmo tempo a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas pede ao Irã que cesse os trabalhos para o enriquecimento de urânio até 31 de agosto.

O que irá acontecer? A indisposição de Teerã de uma vez por todas renunciar aos trabalhos do enriquecimento de urânio deixa em superficie plana a questão sobre a introdução das sanções contra o Irã. Já as declarações das potencias mundiais mostram que a criação da “frente unica” contra o Irã continua sendo o sonho irrealizável .

Na questão das sanções ,no final das contas, os norte-americanos se deparam com “pedras” em seu caminho – Russia e China. É que Moscou e Pequim são contra a posição de Washington para isolar o Irã e abalar o país internamente através da introdução de amplas medidas de caráter diplomático e econômico.

Sobre isso declarou na sexta-feira o ministro da Defesa russa, Sergey Ivanov. Ele reiterou que Moscou continuará a se manifestar pela solução politico-diplomática do problema nuclear iraniano com a observação plena e rigida de todos os regimes da não proliferação nuclear. Moscou está disposto em conjunto com a comunidade internacional não permitir que Teerã crie a arma de destruição em massa.

Ao mesmo tempo a Russia considera que as muitas acusações contra o Irã são ditadas por motivos politicos. Em particular, elas são geradas pela aversão dos EUA para com o regime de Teerã que não está sob seu controle.

A posição da Russia e China se apresenta muito racional e pragmática – tentar conseguir a solução através dos recursos diplomático-politicos. Isso por que a desestabilização no Irã pode recoar distante na região o que certamente chegará até as fronteiras da Russia e China. Quanto à pressão sobre o Irã, no que insistem os EUA, ela pode ter efeito contrário – obrigar Teerã a adquirir a bomba atômica o mais rápido possivel.


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