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Federação Russa

Descobertos restos mortais do príncipe Alexei e da princesa Maria Romanov

24.08.2007
 
Descobertos restos mortais do príncipe Alexei e da princesa Maria Romanov

Arqueólogos russos anunciaram hoje (24) a descoberta de restos mortais que podem ser de dois filhos do último czar russo Nicolau, o príncipe herdeiro Alexei e a princesa Maria.

A família real russa - Nicolau II, a mulher Alexandra, quatro filhas (Anastácia, Maria, Tatiana e Olga) e o filho Alexei - foi fuzilada pelos comunistas em 1918, nos arredores da cidade de Ekaterinburgo (Sverdlovsk), nos Urais.

"Durante trabalhos de busca, em julho e agosto, foram encontrados os restos de duas pessoas com sinais de múltiplas lesões. Restos de um rapaz com 10-13 anos e de uma rapariga com 18-23 anos. Os arqueólogos acreditam que se trata dos restos do Tsarevich Alexei e da Grande Princesa Maria", assegurou o arqueólogo Serguei Pogorelov à agência "Interfax.

Além de pedaços de ossos de diferentes tamanhos, os arqueólogos encontraram dentes, balas de diferentes calibres, pontas de cigarro, partes de cerâmicas, entro outros objetos.

Segundo o arqueólogo, os restos mortais foram encontrados ao realizarem-se escavações num lugar que estava fixado "num documento até há pouco tempo secreto". Trata-se do relato promenorizado de Yakov Yurovski, que foi encarregado por Moscovo de exterminar os membros da família real russa. Yurovski narra que, após várias tentativas fracassadas de enterrar os corpos dos membros da família do czar, os integrantes do pelotão de fuzilamento decidiram jogar ácido sulfúrico sobre os corpos de nove deles.

Estes corpos foram sepultados sob uma ponte de madeira em uma velha estrada que levava à localidade de Koptiaki -- nos arredores de Yekaterimburgo --, enquanto os corpos de Alexei e Maria foram levados para uma floresta próxima e enterrados.

O czar Nicolau foi destronado pela revolução de Fevereiro de 1917 e enviado para o exílio para fora de São Petersburgo. Depois da chegada dos comunistas ao poder, a família real russa foi enviada para Ekaterinburgo e aí fuzilada por ordem das novas autoridades na Rússia.

Em meados dos anos 90 do séc. XX, foram encontrados restos mortais nos arredores de Ekaterinburgo, que os peritos consideraram ser de membros da família real russa mas faltavam restos mortais de duas pessoas.

Depois de numerosas peritagens, os restos mortais de  foram sepultados, com honras de Estado, na Igreja de São Pedro e São Paulo, em São Petersburgo, onde se encontram os jazigos dos czares da família Romanov. A Igreja Ortodoxa Russa recusou-se a participar nas cerimónias oficiais, pois duvidou das conclusões dos cientistas.

 


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