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Federação Russa

Putin tranqüilizou os europeus

23.09.2006
 
Putin tranqüilizou os europeus

O Presidente da Rússia Vladimir Putin tranqüilizou os europeus sobre o fornecimento de energia , dizendo que a Rússia cumprirá com todas suas obrigações com a União Européia (UE) em matéria desse assunto.

"Temos a intenção de respeitar todos os compromissos assumidos com nossos parceiros europeus", garantiu neste sábado o presidente russo, Vladimir Putin, após uma reunião com seu colega francês Jacques Chirac e a chanceler alemã Angela Merkel em Compiègne, perto de Paris.

Putin lembrou que a chanceler alemã lhe havia perguntado se a Rússia podia reorganizar seu fornecimento à Europa Ocidental, e ele afirmou na ocasião que "seria possível reorientar certos fluxos para a Europa".

O gigante russo Gazprom "está estudando esta possibilidade" e "espero que decisões sejam tomadas neste sentido", acrescentou o presidente russo.

Os dois outros assuntos que ocupavam lugar importante na reunião foram as intenções russas de reforçar sua presença na European Aeronautic Defence and Space Company (Eads, na sigla em inglês) e as ameaças de Moscou contra as operações de petrolíferas ocidentais na Rússia.

Putin assegurou que a recente compra de 5,02% da Eads - cujos principais acionistas são franceses e alemães - por um banco estatal russo "não é sinal de conduta agressiva".

 
"Não utilizaremos esse pacote de ações para mudar a política do grupo, mas estamos dispostos a cooperar com a Eads", afirmou.
Os três dirigentes fizeram um acordo para criar um grupo de trabalho sobre o tema. Segundo Putin, França e Alemanha se mostraram interessadas em trabalhar com a Rússia na nova geração de naves espaciais e nos vôos tripulados ao espaço.

 
"Essa cooperação deve ser substancial, e para torná-la realidade devemos em acordo com nossos parceiros franceses e alemães", afirmou Putin.

A Rússia, de onde procede 30% do gás consumido na União Européia (UE) e 18% das importações petrolíferas do bloco, decidiu esta semana retirar a licença de exploração da jazida de Sajalin 2, da Shell.

 A retirada da licença foi motivada por não cumprimento das condições técnicas do acordo , nomeadamente, ecológicas. O país ameaça fazer o mesmo com outros grupos petroleiros ocidentais , inclusive o franco-belga Total.

 
As medidas foram interpretadas no ocidente como indicativas de uma vontade de Moscou de recuperar o controle de jazidas de hidrocarbonetos, cuja exploração foi entregue a grandes grupos internacionais nos anos 90.

 
Putin, que classificou de "exagerados" os rumores sobre a Total, ressaltou hoje que os planos energéticos russos não são dirigidos contra "ninguém", e citou projetos para aumentar os fluxos de abastecimento da União Européia.


"Há uma interdependência coletiva em matéria energética, que é positiva, e reforça a cooperação, permitindo uma situação estável. Não vamos politizar as coisas", assegurou.

EFE , Itar-Tass 


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