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Churkin revela as conclusões da Rússia em torno do escândalo de míssel

22.08.2007
 
Churkin revela as conclusões da Rússia em torno do escândalo de míssel

http://port.pravda.ru/topic/missil-1067O represenante russo na ONU, Vitaly Churkin, comentou ontem (21) a situaçaõ em torno do escândalo de míssel, supostamente lançado por um avião russo à uma aldeia da Geórgia. Churkin disse que foi uma invenção de elementos deste país que gostariam de prejudicar as relações entre as nações.

O documento representado por Churkin na ONU é uma resposta às acusações do Governo georgiano de que o míssil foi lançado por um avião russo que violou o espaço aéreo do país, segundo Efe.

O estudo foi elaborado por analistas russos que examinaram as informações do radar e os restos do projétil - em posse das autoridades de Tbilisi - nos dias 16 e 17 deste mês.

Segundo o embaixador, a análise demonstrou que a versão da Geórgia sobre o incidente é "pelo menos polêmica" e que a conclusão de envolvimento russo não teria fundamento.

Para ele, o trabalho dos analistas e o comportamento de seus colegas georgianos representam que o incidente foi provocado por cidadãos da Geórgia interessados em "agravar a situação".

Segundo o relatório russo, partes do míssil foram levadas para região da aldeia de Tsitelubani, para simular que a Rússia teria lançado o projétil.

"Isto explicaria a incompreensível falta de cuidado mostrada pelos funcionários georgianos que visitaram o local, incluído o presidente Mikhail Saakashvili, que diante das câmeras apontou para o buraco onde supostamente estaria um míssil com dezenas de quilos de TNT", declarou o embaixador russo.

Churkin apontou como provas o fato de a carga explosiva e o combustível do míssil - ativados automaticamente ao serem disparados - não terem explodido com o impacto com o solo. As autoridades georgianas teriam recuperado apenas um terço do projétil, e o número da série e o ano de fabricação estariam nas partes desaparecidas.

Além disso, segundo os analistas russos, há partes entre os fragmentos recuperados que não seriam do modelo de míssil KH-58, projétil provavelmente lançado, além de também haver palavras em inglês.

O embaixador afirmou que diante das informações reveladas não é necessária a intervenção da ONU no caso.


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