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Extremistas da Rússia levam o país para um beco sem saída

22.06.2006
 
Extremistas da Rússia levam o país para um beco sem saída

O Supremo Tribunal da Rússia  ordenou uma revisão da sentença de 13 anos de prisão de um jovem condenado por atacar fiéis numa sinagoga  no Moscovo. O Tribunal determinou que o caso de Alexander Koptsev ,de 21 anos, deve ser reexaminado, mas não deu explicações sobre sua decisão .

Armado com  uma  faca  Koptsev feriu nove pessoas numa sinagoga no dia 1 de janeiro. Medicos diagnosticaram que ele sofre de desordem esquizofrênica. Ele foi acusado de tentativa de homicídio motivada por racismo. Embora condenado em março, o Tribunal o conciderou culpado de crime motivado por preconcéito étnico.

O número de ataques  motivados por racismo na Rússia aumentou em 32% no último ano, segundo o Ministério do Interior do país.

Em um relatório divulgado no dia 15 deste mês, a entidade afirma que, apenas nos primeiros cinco meses deste ano, foram registrados 6 mil casos de crimes  motivados por preconcéito étnico.

Os ataques têm como alvo africanos, asiáticos e pessoas de pele morena, e acontecem na forma de surras, esfaqueamentos e até ataques com arma de fogo – alguns com consequências fatais.

Um porta-voz do Ministério descreveu a violência como "um fenômeno feio" e disse que o Parlamento russo está preparando novas leis para punir os responsáveis.

Gangues de chamados "skinheads" – jovens "de cabeça raspada", conhecidos pela sua xenofobia e ideais de extrema-direita – são apontadas como as principais incentivadoras e, por vezes, autoras diretas dos crimes raciais.

Muitos dos incidentes têm acontecido em São Petesburgo, cidade que vai sediar, em julho, o encontro de cúpula do G8, grupo dos países mais ricos do mundo e a Rússia.Grupos políticos que gostam se descrever como "racistas" têm forte atuação na cidade, onde exercem influência ideológica.

Em maio, a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional divulgou um relatório registrando 28 mortes em 2005 e dizendo que os ataques racistas violentos na Rússia estavam "fora de controle".

A entidade acusou policiais e promotores russos de frequentemente classificar assassinatos e agressões realizados por grupos de "skinheads" de crimes pouco graves.

Dias depois, o presidente Vladimir Putin fez um discurso dizendo que os extremistas do país estão "levando a Rússia para um beco sem saída".


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