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Federação Russa

Os 10 amigos acreditam na Rússia

20.04.2014
 
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Dos 193 países que votaram a proposta de resolução da Assembleia Geral da ONU condenando as ações da Rússia na Crimeia, 100 delegações votaram a favor da resolução, 93 abstiveram-se ou não votaram. Com uma pressão sem precedentes através dos seus recursos administrativos o Ocidente aprovou a resolução com uma margem de apenas de oito votos. A votação mostra claramente a posição do mundo em relação à Rússia, o grau de soberania dos países e divide- os em dois campos. O campo dos opositores o Pravda. Ru já tinha analisado. Agora falemos dos amigos.

Referêndum da Criméa no documento referido caracteriza-se de " não vinculativo " e insiste para os países não reconhecerem a "anexação" da Crimeia pela Rússia. Mas a essência principal da resolução é rejeitar para o povo da Crimeia o direito de auto-determinação garantida pelo artigo 1 º da Carta das Nações Unidas. No entanto, o documento é puramente consultivo. Votaram contra a resolução, além da Rússia, a Bielorrússia, Bolívia, Zimbábue, Sudão, Síria, Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, Nicarágua, Armênia. Cinquenta e oito delegações se abstiveram. Mais de 20 se recusaram a votar. Por exemplo, Irã, Israel, Sérvia, Quirguistão, Tajiquistão, Emirados Árabes Unidos. São principalmente aqueles que têm planos de especular sobre a conjuntura dos acontecimentos.

Havia exemplos de mudanças de posição a favor da Rússia. Assim, a Argentina e a Ruanda, como os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, poucos dias antes da votação na Assembleia, no Conselho de Segurança votaram " pro" a resolução condenando a Rússia (dos 15 membros do Conselho de Segurança, apenas a China se absteve, e a Federação da Rússia vetou o projeto), mas na Assembleia abstiveram-se. A propósito, na Argentina, esta posição foi considerada como " apoio indireto para Putin". E o Israel que não votou foi condenado pelos EUA de traição das relações de aliados. É a resposta para aqueles que chamam a adesão dos países que não votaram ou abstiveram-se ao campo dos amigos de " aritmética de propaganda ".

A análise geral levanta algumas questões. Por que se absteve o Cazaquistão? Afinal, a Ucrânia entregou uma nota ao Cazaquistão por causa da posição dele sobre o referendo na Crimeia. O presidente Nursultan Nasarbayev disse que " está consciente" quanto à posição da Rússia. Não votou contra a resolução o Uzbequistão (absteve-se), Tajiquistão, Quirguistão (decidiram não participar da votação). Ter-lhes-ia parecida a pouca a ajuda russa? Provavelmente era muita. América nessa situação já tirava conclusões.

Quanto aos países que apoiaram a Rússia diretamente, é evidente, que a sua referência aos "amigos" é condicional, uma vez que não são tanto amigos russos como os inimigos do Ocidente, por o seu modelo de democracia a não ser percebido por ele.

No entanto, existem verdadeiros aliados da Rússia, muitos dos quais o governo russo subestima. Mas, em geral, estes dez países na escala de civilização asseguram a dialética do desenvolvimento mundial necessária para qualquer fenômeno universal. Esta tendência é representada por fé em Deus, apoio à força própria, defesa dos valores tradicionais e está começando a pegar o mundo unipolar criado pelos EUA.

Assim, o primeiro amigo, a Belarus. Sobretudo é estranho ver Alexander Lukashenko entre os amigos, como tem se distanciado de cada possível aprovação direta das ações da Rússia. O presidente da Belarus não reconheceu a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia, não chegou a Kiev para celebrar o 1025 º aniversário do Batismo da Rússia, juntou-se à Parceria Oriental (com objetivos desconhecidos), envolveu-se no conflito com a Rússia no caso de Uralcali (empresa russa dos fertilizantes de potassas) transformando — o num processo político. E sobre a questão da Crimeia manifestou-se bastante indeciso, reconheceu a reunificação da Rússia e Crimeia "de facto", ou seja, não legalmente.

Mas o seu conflito com o Ocidente é muito profundo. Está sendo caracterizado como um "ditador ", fazem — se previsões da rápida "revolução colorida" na Belarus. As notícias a partir da mídia ocidental tem transmitido notícias da oposição bielorrussa a provocar Maidan bielorusso.

Bolívia, Cuba, Venezuela, Nicarágua combinamos segundo a base de apoio. São os países da ALBA, uma aliança organizada por Hugo Chávez para fazer resistência ao imperialismo dos EUA. No entanto, é interessante que o integrante da mesma organização, o Equador, absteve-se. No entanto, os presidentes Evo Morales, Daniel Ortega e o falecido Hugo Chávez reconheceram a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia, são os nossos verdadeiros aliados, sem referência à postura anti- americana.

Especialmente no caso de Ortega e Raul Castro, que sobreviveram a traição da Rússia na década de 1990. A posição de Cuba é um pouco mais vulnerável por o país estar em um bloqueio econômico do Ocidente e por agora não receber uma ajuda económica global da Rússia como era nos tempos soviéticos. Portanto, essa voz é particularmente valiosa, diz que apesar de tudo, os cubanos amam e apreciam a Rússia. A Venezuela liderada pelo presidente Nicolas Maduro agora está em crise semelhante a ucraniano.

Por que o Equador se absteve? Talvez, devido a Assange e Snowden que tinham pedido asilo no Equador passando por rigorosa chantagem econômica por parte dos EUA. Sanções iriam causar danos significativos para a sua economia orientada para o mercado dos EUA.

O Zimbabwe é um país liderado por um dos líderes do movimento de libertação nacional contra o apartheid, o camarada de Nelson Mandela, Robert Mugabe. Mas ao contrário de Mandela, presidente zimbabwiano não ficou ajoelhado perante o Ocidente em termos de manter a propriedade das empresas multinacionais anglo-saxões. Nacionalizou-os e opõe-se às implantações no país da tolerância em relação à homossexualidade. Por esta posição fica impiedosamente perseguido pelo Ocidente que lhe  impôs sanções econômicas. O Zimbabwe está em situação económica difícil, mas  não devido à " redistribuição negra ", mas à ação do FMI a negar a financiar a economia do país. Além disso, não está tão ruim como fica sendo descrita na mídia ocidental. Desde 2008, o país está saindo da crise , a expectativa de crescimento do PIB é de 6,4 por cento em 2014, em comparação com 3,4 por cento no ano passado.

A posição da Síria é evidente, o país experimentou propriamente como o Ocidente é capaz de liquidar um indesejado na luta pela influência geopolítica ou recursos naturais. Mas com a ajuda do presidente russo, Bashar al -Assad tem sobrevivido nos momentos mais difíceis e agora vai ganhando nos campos de batalha militar e diplomática. Presidente  Obama recentemente quebrou as relações diplomáticas com a Síria, mas isso não assustou os sírios que o mostram abertamente votando na ONU a favor da Rússia. Até que a Rússia vá manter relações amistosas com o Irã e a Síria, a sua posição no mercado europeu do gás não está em perigo, e todas as tentativas dos EUA para aumentar o fornecimento de gás à Europa serão inúteis, por não estarem rentáveis. O fato é que as condutas do Qatar (a única alternativa real para o gás russo à Europa) passam através do território da Síria.

O Sudão foi dividido em 2011 a favor e sob o comando dos Estados Unidos em duas partes: Sudão do Sul (rico em petróleo) e o próprio Sudão (parte do norte). Ninguém tem declarado, incluindo a Rússia, os resultados de um referendo realizado, de ilegítimos, embora o país, bem como a Ucrânia, após a divisão entrasse em guerra civil. "Bode expiatório" foi encontrado na pessoa do presidente Omar Bashir. Por exemplo, o Tribunal Penal Internacional de Haia emitiu já dois mandatos da sua prisão. É um país sancionado pelo Ocidente. A Rússia tem apelado à comunidade internacional para remover as sanções contra Sudão e prestar assistência financeira ao país, embora em termos de desenvolvimento económico, não seja vantajoso para governo russo. O preço do petróleo continua a ficar elevando por causa de conflitos a desenvolverem em países produtores de petróleo. Porém,  a Rússia entende que as sanções não é um instrumento da política produtiva. Um exemplo sé as sanções contra Cuba, que só fortaleceram Fidel Castro e os cubanos reunidos em torno dele. Além disso, a Rússia é guiada pela justiça, um termo que absolutamente não tem nenhum sentido no Ocidente.

A Coreia do Norte — o seu governo não é percebido na Rússia de amigável. Pelo contrário, a Rússia juntou-se  às sanções do Ocidente, e a seus esforços de transformar a imagem da RPDC para um Estado pária, embora,  enquanto tivesse sido vivo o campo socialista,  "a dinastia Kim" se encaixava bem no sistema global, não mostrando as tendências belicosas. Mas o sistema político da Correia do Norte é diferente do sistema ocidental de valores, não é um país derrotado por ele, e portanto é apresentado  como uma ditadura estúpida e imoral.


Ninguém informa que RPDC produz bons automóveis, tem própria indústria eletrônica e agricultura produtiva. As informações ocidentais muitas vezes são baseadas em certas informações recebidas a partir dos desertores depos localizados na Coréia do Sul. A credibilidade desses relatórios fica muito fraca, pois cada desertor está interessado em receber um favor das novas autoridades. O objetivo desta histeria é manter uma desculpa para continuar a manter, há mais de 60 anos, as forças armadas americanas implantadas ao longo das fronteiras russas e chinesas ou expandir na região um sistema de defesa antimísseis. Repare que tal "pária" os Estados Unidos têm em todas as regiões do mundo (analisando a lista de Amigos da Rússia).

E, finalmente, a Arménia, que é um concorrente para esse status no Cáucaso. País juntou à União Aduaneira, e seu apoio é muito importante no sentido de, finalmente, a Federação Russa adquir o aliado incondicional.  Apesar de ser vista uma analogia com o Nagorno-Karabakh não é óbvio para muitos governos. Por exemplo, a Sérvia que se absteve na votação sobre Crimeia na Assembleia Geral. Embora fora do país haja enclaves sérvios — na Bósnia e no Kosovo a desejar de se reunir com a Sérvia, isso dá pouca preocupação para o governo sérvio que é pró- ocidental.

No entanto, a Arménia fez a sua escolha, portanto é necessário dar-lhe todos os tipos de preferências na economia. "A integração com a Rússia para a Armênia tem valor civilizacional. Esses valores que nós, como um país a os progredir, temos que protegê-los ", — disse o deputado da Assembleia Nacional da Armênia do Partido Republicano no poder, Hayk Babukhanyan. O deputado acrescentou que a democracia no mundo deve estar desenvolvendo, e esses padrões duplos, que, infelizmente, cada vez ficam mais manifestantes, devem ser paradas.

Os Estados Unidos estão realizando uma operação na Ucrânia seguindo o roteiro das "revoluções coloridas" com o objetivo principal de completar a destruição do mundo ortodoxo e da Rússia como a sua base geral. Os americanos estavam confiantes de sucesso, por, segundo a sua opinião, a Rússia ter perdido a guerra fria, e não haver uma força para ter de volta a potência da URSS. Mas erraram nos cálculos. A Rússia não perdeu a guerra fria, mas recuou como depois da batalha de Borodino. Na batalha ideológica de catolicismo com protestantismo contra ortodoxia, a última tem vantagem graças a forte apelo à alma e às suas qualidades — o amor, a justiça, a moralidade, e, portanto, não há uma guerra que a Rússia não ganhava. E na sua longa luta não é sozinha.

Lyuba Lulko

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