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Federação Russa

Gazprom e Galp por hora não fecharam um acordo

18.11.2006
 
Gazprom e Galp por hora não fecharam um acordo

A Gazprom não assumiu quaisquer obrigações em relação à Galp Energia, afirmou um porta-voz da companhia russa, declarou ontem a  agência AK& M uma fonte em Gazprom .

“ Gazprom mantem contatos com Amorim Energia , B.V. ,Galp Energia , SGPS, SA. Porém , Gazprom não assinou quaisquer contratos com Amorim energia”, disse a fonte.

A imprensa portuguesa informou com confiança ontem que que o empresário Américo Amorim, cujo grupo de mesmo nome possui parte do capital privado da petrolífera Galp, foi nesta quinta-feira a Londres para oficializar o acordo com Gazprom.


A publicação detalha ainda que a transação será efetuada de forma indireta, por meio de uma das holdings que possibilitam participação na Galp por parte de Amorim.

Segundo afirmaram ao Diário Econômico fontes próximas ao processo, Américo Amorim deslocou-se ontem a Londres com o seu braço direito na Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, para assinar o acordo – que garante igualmente à Galp o acesso ao gás da Rússia", publicou o jornal luso.

Porém, mesmo ontem e Gazprom e Américo Amorim negaram a entrada da Gazprom a capital da Galp.

 
Atualmente  a Gazprom está em busca de entrada  a mercados europeos . A cooperação com paises europeos é economicamente vantajosa para empresa russa, devido aos maiores os preços do gás na UE . Há poucos dias foi firmado um acordo com a petrolífera italiana Eni que permitirá à empresa russa vender directamente o seu gás na Itália.

A entrada da Gazprom , o maior produtor de gás do mundo, no capital da Galp seria favorável para consumidores em Portugal.

A história explica que  empresa russa  é o parceiro perfeito de qualquer companhia europeia como a Galp: ninguém tem mais gás natural – talvez hoje a fonte de energia mais importante do mundo. Com a sua chegada à Galp, a empresa portuguesa ganha um parceiro de peso.

 Mas as tentativas da Gazprom habitualmente enfrentam a oposição política. O relatório confidencial da NATO, recem divulgado, diz que a hegemonia russa nas ‘commodities’ coloca sérios riscos aos países do eixo Atlântico. Os russos, diz, podem estar a caminho de criar uma OPEP do gás – cartelizando preços e deixando a Europa tão dependente do gás daqui a uns anos como está hoje dos preços do petróleo.

 
 Seja o que for , mas é  muito cedo para contar o fim da história. O que importa, já, é que nova parceria da Gazprom na Galp é um assunto sério. A parceria permitirá diversificar as fontes de abastecimento de gás a  Portugal , que hoje estão limitadas à Argélia e à Nigéria.


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