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O novo bombardeiro blindado russo revoluciona o campo de batalha

18.09.2016
 
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O novo Su-34, experimentado em situação de combate na Síria é, ao mesmo tempo, capaz de atingir alvos a partir de altitudes elevadas como de aproximar-se do campo de batalha sem temer o fogo inimigo.

O avião Su-34 é produzido pela empresa aeronáutica russa Sukhoi. Pesa 45 toneladas, pode transportar 8 toneladas de armas a uma velocidade máxima de Mach 1,8, a uma altitude máxima de 18.000 m, e com um raio de alcance táctico de 4. 000 km.

Valentin Vasilescu

O Su-34 está equipado com três tanques adicionais que lhe permitem voar durante 8 horas sem reabastecimento em vôo. Os bombardeiros Su-34 russos têm sido testados em condições reais de combate na Síria, com lançamento de bombas e mísseis guiados por laser, infravermelhos, câmeras e GPS. Uma das conclusões tiradas pelos peritos militares russos foi a de estender as capacidades deste avião para missões de ataque ao solo, afim de substituir os aviões blindados Su-25, cujos capacidades se aproximam do fim.

Su-25

A Força Aérea da Rússia possui já 100 aviões Su-34 e, daqui até 2022, quando os 100 Su-25 actualizados e 150 Su-24 modernizados forem abatidos ao activo, o número de bombardeiros Su-34 será elevado a 250. Nas missões de apoio próximo, o avião Su-34 deverá entrar no raio de alcance dos mísseis terra-ar portáteis (MANPADS-em inglês), da artilharia antiaérea de pequeno calibre e das metralhadoras de que estão dotadas as tropas em terra. Por esta razão, o Su-34 terá necessidade de placas de blindagem para proteger o cabine do piloto, os motores, os tanques de carburante e os sistemas vitais de contrôlo de vôo. A cúpula da cabine e o envidraçado da carlinga também devem ser blindados. As placas de blindagem são feitas de titânio, com uma espessura de 15 a 30 mm, revestidas de nylon multi-camadas (que param os fragmentos resultantes de explosão). A blindagem deve resistir a projécteis perfurantes ou explosivos, de calibres indo de 23 mm até 57 mm.

A primeira vantagem é que o Su-34 tem já um equipamento avançado de contra-medidas electrónicas resistente aos mísseis terra-ar portáteis(MANPADS) e um sistema de mísseis de curto alcance, guiados por radar. Ele é composto de um receptor de varredura de radar L150 Pastel digital, de componentes de central de empastelamento rádio e laser, de auto-protecção KNIRTI (SPS-171 / L005S Sorbtsiya-S) montado no topo do avião, e de lançadores engodos térmicos APP-50. Uma outra vantagem é que o radar de bordo é multifuncional, permitindo detectar e enquadrar os aviões de caça inimigos a uma distância de 120-150 km. O Su-34 está ainda armado com mísseis de longo alcance ar-ar(R-77, R27) e de curto alcance (R-73). Depois de um avião russo Su-24 ter sido abatido sobre a Síria por um F-16 turco, os Su-34 têm sido equipados com mísseis ar-ar para as missões a seguir na Síria.

Su-34

A concepção da blindagem e os testes do Su-34 não têm sido muito difíceis para os russos, porque a experiência com a blindagem do Su-25 foi um sucesso. O Su-25 tem um comprimento de 15,5 m, uma envergadura de 14,3 m e uma altura de 4,8 m, enquanto o Su-34 tem um comprimento de 23,3 m, uma envergadura de 14,7 m e uma altura de 6 m. Por conseguinte, a blindagem do Su-34 vai pesar de 800- a 1. 000 kg por oposição à do Su-25 que tem um peso de 500 kg. O processo terminará em 2018, quando um primeiro grupo de 12 bombardeiros russos Su-34 estará operacional para missões de ataque ao solo. Uma outra vantagem para o avião blindado Su-34 que pode buscar e detectar ele mesmo os alvos terrestres, ou marítimos, através de missões de busca, porque os Russos montaram sob a fuselagem um dispositivo M400 contendo sensores infravermelhos Raduga, câmeras panorâmicas AP-403 e AP-404, e um plano-inclinado AK-108FM. O dispositivo poderá também ser um M402 Pika de tipo SLAR (side-looking airbone radar : radar aerotransportado de visão lateral). Como bombardeiro, o Su-34 é o melhor para missões em zona de interdição de vôo, porque ele pode atacar de alta altitude, a médias e grandes distâncias, afim de cortar a logística ou fustigar as tropas inimigas em profundidade. No decurso das missões de bombardeamento, o Su-34 pode ser utilizado como uma plataforma de espastelamento para cobrir formações de ataque utilizando um dispositivo de inteferências L175V / KS418 equipado com DRFM (Digital RF Memory).

Outras vantagens do Su-34 blindado em missão de ataque ao solo decorrem da capacidade em evoluir durante um longo período em altitudes variando de 8. 000- a 12. 000 m de onde, graças aos sensores de bordo, o piloto pode familiarizar-se com a situação táctica no solo ou no mar. Durante o vôo, o piloto procura ver as mudanças ocorridas no terreno, em função dos alvos selecionados. O enquadramento e seguimento permanente dos alvos selecionados são feitos com a ajuda do radar de bordo e de equipamento eletro-óptico Platan montado sobre a fuselagem do avião Su-34. Ele está equipado com um marcador de alvos a laser que mede a distância até ao alvo, com a ajuda de um telémetro-laser de precisão.

O ataque a alvos terrestres será feito em vôo picado, de uma altitude de 1.000- a 3.000 m, com mísseis anti-carro, pequenas bombas de 50 kg, de blocos de roquetes S-5(S ou K) de calibre 57 mm, S-8 calibre 80 mm, S-13 calibre 122 mm, S-24B calibre 240 mm, S-25 calibre 340 mm, e também com o canhão de bordo GSH-30-1, calibre 30 mm (cadência de tiro 1. 800 projécteis/minuto). O Su-34 blindado rá assegurar um apoio próximo extremamente preciso às tropas terrestres que combatem os grupos jiadistas sem causar danos colaterais e sem risco de ser abatido. Se a situação no leste da Ucrânia se vier a deteriorar, o Su-34 blindado poderia tornar-se um pesadelo para o exército ucraniano.

Os aviões de apoio tornaram-se uma necessidade, muito embora apenas os Estados Unidos e a Rússia tenham aeronaves deste tipo. Não possuindo um novo tipo de aviões para o apoio próximo, os Norte-americanos renunciaram ao seu plano para remover os 240 aparelhos A-10 Thunderbolt, velhos de trinta anos e nos quais eles vão ter estender as actualizações até 2028.

A-10

Os aviões A-10 são extremamente resistentes, e são especializados para o apoio das tropas em terra, em particular na caça aos blindados. O A-10 está equipado com um canhão rotativo GAU-8 de seis tubos, calibre 30 mm (cadência de 3. 900 projécteis/minuto, projécteis de urânio empobrecido), de bombas guiadas a laser, de bombas em caixas com sistemas de orientação independente JDAM(Joint Direct Attack Munition), de mísseis terra-ar e AGM-65 Maverick. Na primeira Guerra do Golfo (1991) os aviões norte-americanos A-10 destruiram 900 tanques iraquianos, 2.000 outros veículos militares e 1.200 peças de artilharia.

Tradução 
Alva

Fonte

 


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