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Chernobyl: A vertente política

18.04.2006
 
Chernobyl: A vertente política

Muito se escreveu sobre Chernobyl nestes vinte anos depois do desastre na fábrica nuclear no norte da Ucrânia mas quanto disso é politicamente motivado e onde está a verdade?

No dia 26 de Abril de 1986 explodiu o reactor número 4 na fábrica nuclear em Chernobyl. 30 trabalhadores morreram na fábrica, centenas de pessoas foram hospitalizadas, 6.700.000 pessoas foram expostos a 100 vezes mais radiação que caiu em Hiroshima e Nagasaki, de acordo com alguns relatórios. De acordo com outros, o nível de radiação foi apenas 10 vezes superior ao que foi libertado na altura da queda das bombas atómicas no Japão.

As cifras oficiais foram providenciadas pelo relatório da Agência Internacional de Energia Atómica sobre Chernobyl, que declara que o incidente provocou 4.000 mortes, atribuíveis à explosão e à exposição à radiação. Cifras locais apontam para 33 mortes.

No entanto, Greenpeace emitiu hoje um relatório que contraria estas estatísticas: declara que a explosão causou directa ou indirectamente até 100.000 casos fatais de cancro, entre um total de 250.000 casos.

A fonte? As estatísticas nacionais de cancro da Bielorússia, que reclamam que 270.000 casos e 93.000 fatalidades foram causados por Chernobyl. No relatório de Greenpeace, há também referências a mortes na Rússia, Ucrânia e Bielorússia, totalizando mais 140.000 pessoas.

Mas quais são esses relatórios? Não haverá outro factor, o de compensações financeiras? Onde estão as referências às milhares de crianças levadas a Cuba, onde a grande maioria foi tratado com sucesso?

Quem foi a Chernobyl, mesmo dentro do raio de 30 quilómetros de onde foram evacuados 165.000 pessoas, encontra ainda pessoas a viverem lá, aparentemente felizes e com saúde. Abunda a fauna na área. Quem foi a Chernobyl e utilizou um contador de radioactividade viu que o nível de Roentgen é perfeitamente normal, mas há relatórios que dizem que ao nível de radiação é perigoso.

Em fim, onde estará a verdade, vinte anos depois do desastre? Uma coisa é clara: a politização das cifras e a manipulação das estatísticas por razões de propaganda ou interesse financeiro será um factor constante.

Timofei BYELO

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