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Federação Russa

Economia russa: entre o estancamento e a recuperação

16.04.2009
 
Economia russa: entre o estancamento e a recuperação

Com perseverante otimismo o governo russo confia hoje em uma recuperação da economia russa para finais de 2009, pese ao visível decrescimento. Os ares de confiança sopram na direção do Ministério de Desenvolvimento Econômico, carteira que a sua vez leva as rédeas das projeções dos parâmetros fundamentais.

Na mais recente reunião da equipe econômica seu titular, Elvira Nabuillina, mostrou convicção de que ocorrerá uma recuperação no final de ano, ainda que sob algumas condições, explicou.

Para a ministra existem fatores que podem propiciar uma conjuntura favorável como um projetado crescimento dos rendimentos por conceito de exportação e a substituição de importações ante a desvalorização do rublo.

Por enquanto, segundo Nabuillina, devem resolver-se antes de mais nada os problemas relacionados com o estancamento bancário-creditício e a brecha entre a taxa de juro e a norma de benefício (ganhos) na economia.

A demanda externa sobre os produtos russos decaiu durante o primeiro trimestre de 2009 em 45,4%. Se requererá também restituir a demanda de consumo interno e a inversionista.

Nessa direção o governo estimula com seu pacote de medidas anti-crise os subsídios sociais, compensações e reajustes de pensões e salários.

Outro dos obstáculos maiúsculos por vencer é a inflação que só ao fechamento do trimestre acumulou uma alta de 5,4%, enquanto o executivo prevê "frear" o indicador na ombreira do 13,0%. Em 2008 o registro foi de 13,3 pontos percentuais, o máximo atingido desde 2002, quando a inflação se igualou a 15,1.

Com todos os ares otimistas, também não o palco externo desenha perspectivas favoráveis a uma recuperação nos próximos 10 anos, quiçá 20.

Em opinião do ministro russo de Finanças, Alexei Kudrin, Rússia não contará com as mesmas condições que existiram entre 2000 e 2004, quando se produziu a decolagem da economia.

Rússia deverá preparar para uma saída da crise não tão rápida como em 1999-2000, depois das turbulências financeiras e econômicas de 1998, alertou Kudrin.

De cumprir-se os prognósticos sobre uma queda do Produto Interno Bruto entre 2,2 e 5,5%, o país sofrerá a primeira recessão do século XXI, após um crescimento sustentado em quase oito anos.

Odalys Buscarón Ochoa/Prensa Latina

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