A Geórgia de Mikheil Saakashvili é um estado pária, apoiado inconcebivelmente por membros da comunidade internacional que se descrevem como responsáveis, que descaradamente dão seu aval e uma palmada nas costas do criminoso e assassino regime de Saakashvili que não tem qualquer lugar na irmandade de nações. Traçamos aqui as linhas principais das acções do regime de Saakashvili e a paciência com que Moscou tem tratado este processo.
No dia 14 de Maio de 1994, foi assinado o Acordo sobre o Cessar-Fogo e Separação de Forças entre Geórgia e Abkházia, com mediação da Federação Russa. Foram destacadas para a zona forças de manutenção de paz da CEI e a ONU estabeleceu a Missão de Observadores na Geórgia (UNOMIG). Também em 1994 foi constituído o Grupo de Amigos do Secretário-Geral da ONU para Geórgia (GFG), participado pela Rússia, Reino Unido, Alemanha, França e EUA.
Em 6/7 de Março de 2003, na sequência da reunião entre Presidentes Vladimir Putin da Rússia e Eduard Shevardnadze da Geórgia, foram estabelecidos três grupos de trabalho com a participação da Rússia, Geórgia e Abkházia: para o retorno de refugiados e Pessoas Internamente Deslocadas para a região de Gali; a renovação das ligações de caminho-de-ferro Sochi-Sukhum-Tblisi e sobre a melhoria da planta hidro-eléctrica de Inguri.
A malevolência de Saakashvili
Desde de Mikheil Saakashvili se tornou Presidente em 25 de Janeiro de 2004, estes acordos foram suspensos. Em 2004/5, acções de pirataria foram perpetradas pelas forças georgianas, que atacaram navios turcos viajando para Abkházia e Sukhum suspendeu sua participação no processo de negociação. Em Junho de 2006, o Parlamento georgiano decidiu suspender os tratados internacionais relevantes, terminando as operações de forças de manutenção de paz em Ossétia do Sul e Abkházia. Em Julho de 2006, contra os termos do Acordo de Moscou de 1994, foram destacados unidades militares da Geórgia na Vale de Kodori.
Em 13 de Abril de 2007, na Resolução do Conselho de Segurança 1752, a ONU realçou o papel estabilizador da força da CEI e instruiu a Geórgia a respeitar o Acordo de Moscou de 1994, bem como honrar os acordos humanitários que tinha violado. Geórgia respondeu por desrespeitar essa resolução, aumentando o número de efectivos militares na Vale de Kodori.
Entre Agosto de 2007 e Março de 2008, os observadores da UNOMIG registaram 26 voos de UAV sobre a Abkházia por aparelhos georgianos, em contravenção do Acordo de Moscou de 1994 e das resoluções da ONU.