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Federação Russa

"Depuração" nas estruturas de segurança russas

15.05.2006
 
"Depuração" nas estruturas de segurança russas

O Presidente Vladimir Putin, o Governo e as autoridades jurídicas da Rússia demitiram   13 oficiais , generais  e funcionários do Serviço Federal da Segurança (FSB, ex-KGB), do Ministério do Interior, das Alfándegas e do Ministério Público.  Este saneamento tem a ver com mais uma tentativa do Kremlin de travar a corrupção num sector fulcral da economia e segurança nacional, que é o das alfândegas.

O Presidente, Vladimir Putin, despediu três responsáveis do FSB, entre os quais dois chefes do Departamento de Investigação do Serviço de Combate contra o Terrorismo e de Defesa da Ordem Constitucional, bem como um responsável da luta contra o tráfico de droga e contrabando. O Governo, por seu turno, afastou cinco funcionários do Serviço de Investigação do Ministério do Interior, um chefe da Polícia Ferroviária do Sul da Rússia. Quanto ao Ministério Público, afastou o vice-procurador de Moscovo e um adjunto de um departamento.

Também Serguei Mironov, presidente do Conselho da Federação da Rússia (câmara alta do Parlamento), suspendeu os mandatos de quatro senadores das regioes de fronteira, antes ligados ao sector das Alfândegas. Esta “depuração” foi esperada na Rússia, as analistas ligam-na ao discurso sobre”o estado de nação”que o Presidente fez há dois dias, durante o qual denunciou a corrupção como um dos principais "obstáculos" ao desenvolvimento económico do país.

Já antes Putin já afirmara que "a alfândega ligou-se intimamente até à exaustão com o mundo de negócios", e exigira que fosse posto ordem nesse sector.  Estas declarações, feitas perante as câmaras das televisões russas, não podiam ficar-se sem resultado visivel. O FSB  abriu 20 processos-crime em toda a Rússia contra os "funcionários das alfândegas por abuso de poder", invocando "os enormes prejuízos" provocados à economia". Mas os detalhas destes processos não se comunicam. Eis são alguns comentários .


Guennadi Gudkov, membro do Comité do Parlamento para a Segurança-“Não  duvido que as demissões foram feitas para justificar as expectativas da opinião pública".


Victor Iliukhin, vice-presidente para a Comissão de Combate à Corrupção- “ É a operação de "campanha", porem a ordem deve ser mantida sempre e não só quando o Presidente exige". Este deputado comunista não excluiu a possibilidade de ter sido dado "um passo populista" para abrir caminho ao "terceiro mandato de Putin a despeito da Constituição".


Lyudmila, uma dona de casa -“Nada se muda. Uns roubaram e sairam. Chegarão outros que têm o fome e a ganáncia.

O Presidente decidiu retirar as alfândegas da alçada do Ministério do Desenvolvimento Económico e do Comércio, dirigido pelo liberal Guerman Greft, para o entregar à direcção directa do Governo.


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