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Federação Russa

Vice-presidente do Banco central da Rússia morreu umas horas depois do atentado

14.09.2006
 
Vice-presidente do Banco central da Rússia morreu umas horas depois do atentado

O vice-presidente do Banco central da Rússia, Andrei Kozlov,41 , morreu hoje em Moscovo, horas depois de ter sido vítima de um atentado.


  “O atentado perpetrado ao  vice-presidente do Banco central da Rússia ,  Andrei Kozlov,  é um golpe duro ao sistema bancário nacional"-, declarou o vice-presidente  do Comité de  Assuntos Bancários da Duma de Estado , Anatoli Aksakov.

 “ Kozlov se desvelou como um lutador firme e consequente contra as irregularidades no sistema bancário, tinha os inimigos”, disse ontem Aksakov a Ria-Novosti.

O vice-presidente do Banco Central da Rússia foi ferido a tiros e teve seu motorista morto, quando saía ontem de um estádio em Moscou, depois de uma partida de futebol amador entre funcionários do BC num estádio no bairro de Sokolniki, na zona nordeste da capital.

 Kozlov nunca chegou a recuperar a consciência e morreu à madrugada de hoje. A agência Itar-Tass disse que um homem armado se aproximou e disparou quando Kozlov e o motorista saíam do estádio.

"O sr. Kozlov foi ferido e caiu imediatamente no chão, enquanto seu motorista tentava fugir e foi morto", disse uma fonte do Ministério do Interior à agência. Outros meios de comunicação disseram que o crime foi cometido por duas pessoas.

Os assassinatos cometidos por pistoleiros contratados por empresários e banqueiros eram comuns na década de 1990, mas praticamente pararam desde que Vladimir Putin se tornou presidente, em 2000.

Ainda na semana passada, Kozlov foi a uma conferência bancária em Sochi, no sul do país, propor penalidades mais duras para banqueiros responsáveis por lavagem de dinheiro.
Kozlov é casado e tem três filhos, conforme a biografia que aparece no site do Banco Central (www.cbr.ru).

Ele começou sua carreira no Banco Central Soviético em 1989 e ascendeu até se tornar primeiro-vice-presidente do Banco da Rússia, em 1997. Em 1999, deixou o serviço público para dirigir um banco privado, o Russian Standard, um ano depois da crise financeira que provocou uma maxidesvalorização do rublo e a moratória da dívida externa russa.

Em seguida, montou uma consultoria e dirigiu a filial russa do Usaid, programa de ajuda ao desenvolvimento internacional do governo norte-americano. Em abril de 2002, voltou ao Banco Central.

Kozlov, que supervisiona o funcionamento de cerca de 1.200 bancos, foi o responsável por manter o controle do setor durante uma minicrise em 2004.


 O  procurador-geral de Moscovo, Youri Semine, avançou com várias hipóteses, nomeadamente a possibilidade do assassínio estar ligado às responsabilidades de Andrei Koszlov.

 
«Examinamos todas as hipóteses possíveis, entre as quais as suas actividades profissionais, um erro de alvo, relações pessoais», declarou o procurador à Interfax.


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