Pravda.ru

Federação Russa

Começou julgamento de um dos maiores serial killers da história da Rússia

14.08.2007
 
Começou julgamento de um dos maiores serial killers da história da Rússia

Em Moscou começou ontem (13) o julgamento de um dos maiores serial killers da história do país envolvido em pelo menos 49 homicídios . 

Alexander Pichushkin - "maníaco Bittsevski" - teria cometido os crimes entre 1992 e 2006, mas reconheceu que matou 63 e que planejava matar mais uma pessoa, completando 64 homicídios – um para cada quadrado de um tabuleiro de xadrez, que ele ia marcando à medida que cometia os crimes. O nome de "maníaco Bittsevski" deve-se ao facto de a maior parte dos homicídios terem sido cometidos no parque de Bittsevski, uma zona florestal no Sul de Moscovo, para onde, sob pretextos vários, Pitchuchkin atraía as suas vítimas.

A maior parte das vítimas eram homens idosos e lhes-atraia ao prometer bebidas alcoólicas. Quando as vítimas ficavam bêbadas, ele as agredia com um martelo até a morte ou as empurrava em uma fossa de esgoto.

Mas a procuradoria aponta Pichuchkin como autor da morte de três mulheres.

Foi através da pista deixada por uma destas, Marina Moskaleva, que deixou aos familiares o número do telemóvel do "amigo" que a tinha convidado para passear, que a Polícia conseguiu identificar o assassino. Quando foi preso Pichuchkin não ofereceu resistência e entregou à Polícia o martelo com que tinha assassinado Marina Moskaleva. Ptchuchkin afirma que a polícia o apanhou "por acaso" numa verificação de documentos, mas parece estar conformado com a sua sorte. "Se não me apanhassem eu nunca mais parava. Prendendo-me salvaram muitas vidas", afirmou à televisão russa.

Segundo a procuradoria, só há indícios que permitem que ele seja indiciado por 49 homicídios e três tentativas de homicídio, embora continuem sendo investigados outros casos. "Maníaco Bittsevski" ele pode ser condenado à medida superior do castigo da Rússia: prisão perpétua.

De acordo com jornalistas que acompanham o caso, a grande questão para o júri que irá decidir o destino do russo é se ele tem ou não problemas mentais que possam amenizar a sua pena.

Maiores serial killers da Rússia

Anatoli Onoprienko. Matava para roubar

Em sete anos, Anatoli Onoprienko fuzilou, esfaqueou e esganou 52 pessoas, entre as quais crianças com idades compreendidas entre os três meses e os onze anos. Isto fez com que este maníaco esteja entre os dez serial killers mais cruéis da história. O criminoso recordou com grande precisão cada um dos seus crimes: "Vi uma casa nova, aproximei-me e vi quem dormia onde.

 Quando todos adormeceram, dei, primeiramente, um tiro no dono e, depois, num rapazinho. A mulher começou a suplicar: "Não dispares!". Eu gritei: "Dá-me dinheiro!", e matei-a com um golpe no pescoço. Levei anéis e brincos de ouro, roupa de criança". Quando o juiz de instrução lhe perguntou: "Porque odeias tanto as pessoas?", Onoprienko respondeu: "Quando era criança, puseram-me num orfanato. Não me queixei, mas fiquei com rancor". A 31 de Agosto de 1999, o Tribunal de Jitomir (Ucrânia) condenou-o à morte por fuzilamento. Porém, devido às pressões do Conselho da Europa, a pena capital foi substituída pela "prisão perpétua".

Andrei Tchikatilo. O "monstro" de Novotcherkask

Andrei Tchikatilo é, sem dúvida, um dos mais cruéis assassinos em série. Não só pela quantidade de pessoas que matou (mais de 50 mulheres e crianças entre 1982 e 1990), mas pela crueldade com que o fazia: depois de as matar, violava-as e cortava-lhes partes do corpo.

 A polícia soviética teve grandes dificuldades em descobrir este maníaco sexual, não apenas porque ele actuava com extremo cuidado, mas também por ser fisiologicamente anormal. Em 1982, a polícia encontrou no corpo de uma das vítimas esperma do quarto grupo. Segundo as leis da criminalística clássica, o criminoso deveria ter sangue do mesmo grupo.

 Em 1984, Tchikatilo foi detido por "comportamento suspeito" e logo libertado, porque as análises de sangue a que foi sujeito mostraram que o sangue era do grupo dois. A justiça soviética condenou uma pessoa inocente à morte, acusada de ter cometido um crime que veio a saber-se depois ser da autoria do "monstro" de Novotcherkask, cidade do Sul da Rússia. Só seis anos depois é que a polícia começou a seguir Tchikatilo, quando notou que ele se interessava muito por rapazes menores. Foi condenado à morte e fuzilado.

O maníaco de Vitebsk

Guennadi Mikhassevitch matou, entre 1971 e 1984, 36 mulheres, doze das quais num ano. Normalmente, apanhava as vítimas na berma das estradas e estrangulava-as com cachecóis ou molhos de erva entrançados. Mikhassevitch parecia levar uma vida normal de pai de família: trabalhava numa oficina de reparações e até fazia parte da "mílicia popular", organização de pessoas que se ofereciam voluntariamente para ajudar a polícia. Enquanto o assassino matava uma mulher atrás de outra, a polícia soviética obrigou, recorrendo a torturas e espancamentos, 14 pessoas a reconhecerem a autoria de crimes que não cometeram: uma foi fuzilada, outra suicidou-se e uma terceira passou dez anos na prisão.

Quando Mikhassevitch sentiu que a polícia estava próxima de descobrir o verdadeiro autor do crime, dirigiu às autoridades uma carta anónima onde afirmava que as mulheres eram mortas pelos maridos por infidelidade. E foi através da caligrafia que o criminoso foi descoberto. Os médicos explicaram tal agressividade com o "complexo de inferioridade sexual" e o tribunal condenou-o à morte.

 Por Lyuba Lulko ,texto  complementar: José Milhazes, Dá Rússia


Loading. Please wait...

Fotos popular