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Federação Russa

Medvedev e Putin falaram com Presidente de Gazprom

14.01.2009
 
Medvedev e Putin falaram com Presidente de Gazprom

A grande importância dada pelos líderes da Federação Russa à questão da distribuição de gás traduz-se na visita hoje do Primeiro-Ministro Vladimir Putin ao Gazprom e na conversa do Presidente, Dmitry Medvedev, com o mesmo, acerca das medidas a serem tomadas para resolver a crise o mais rápido possível.

Vladimir Putin visitou a sede de Gazprom hoje, onde falou com o Presidente, Aleksei Miller que informou que no dia 13 houvera um pedido pata 76,6 milhões de metros cúbicos de gás, que iria satisfazer os requerimentos de Moldova, Bulgária, Roménia, Turquia, Macedónia e Grécia a 100% e também, um pedido para 22,2 milhões de metros cúbicos para a Eslováquia. No entanto, acesso ao sistema ucraniano de bombagem foi negado.

“A Ucrânia bloqueou o trânsito de gás à Europa. A torneira não abriu na Ucrânia. A situação não mudou desde que o comando foi dado a resumir o trânsito de gás russo através do território da Ucrânia,” disse Aleksei Miller.

Vladimir Putin opinou que “O sistema de transmissão de gás da Ucrânia pode estar numa condição técnica que o impossibilita de bombear gás. Porém isso precisa de ser dito claramente e com franqueza. Precisamos de entender com que sistema de transmissão estamos a lidar e se o sistema é de forma geral capaz de bombear gás actualmente”.

Presidente Medvedev falou com Aleksei Miller

Presidente Dmitry Medvedev também falou hoje com o Presidente de Gazprom, que informou que Naftogaz Ukraina tinha enviado um acordo para a retransmissão de gás russo, com a condição que Gazprom entregue a Neftogaz 360m. m3 em Janeiro, 600m em Fevereiro e outros 600m em Março. Grátis, sem pagar.

“Pedem-nos que façamos uma prenda de 700 milhões de dólares à Ucrânia,” explicou Aleksei Miller, que acrescentou que Gazprom perdeu 1,1 biliões de USD em rendimentos desde 1 de Janeiro. “Planeamos levar o caso ao Tribunal para pedir compensação pelas nossas perdas”.

Presidente Medvedev declarou que “O tempo para prendas terminou. A compensação terá de ser procurada dos responsáveis por estas perdas”. Disse ainda que “Outro assunto que é especialmente grave actualmente é que as acções irresponsáveis e ilegais da Ucrânia, para ser franco, deixaram vários consumidores europeus numa situação muito difícil. Os chefes destes governos chegaram hoje a Moscovo”.

Os países mais afectados foram Eslováquia, Sérvia, Bulgária, Bósnia, Moldova, Macedónia, Hungria e Croácia.

Presidente Medvedev concluiu que “Não haverá prendas para ninguém mas precisamos que as entregas sejam retomadas em condições que podemos aceitar”.

Cortesia MRE Federação Russa

Konstantin KARPOV

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