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Federação Russa

Posição da Rússia na conferência em Viena

13.06.2007
 
Posição da Rússia na conferência em Viena

A Rússia pediu no dia 23 de maio a convocatória da conferência extraordinária do Tratado de Forças Convencionais na Europa (CFE em inglês), assinado em Paris em 1990, para estabelecer um equilíbrio entre Nato e os países do ex-bloco soviético, já inexistente o Pacto de Varsóvia.

 A reunião começou na terça –feira (12) em Viena (Áustria) a portas fechadas e sem acesso para a imprensa, e vai até sexta-feira.

O presidente russo Vladimir Putin, ameaçou em 26 de abril uma possível moratória da aplicação do tratado. O chefe da delegação russa Anatoly Antonov opinou ontem aos jornalistas que CFE impõe à Rússia limitações "inaceitáveis" e "humilhantes", herdadas da União Soviética.

"O Exército russo até hoje não pode transferir livremente suas tropas dentro do seu território", comentou.

O CFE limita as armas pesadas e as forças convencionais desde o Atlântico até os Urais. O tratado foi assinado em 1990, antes da queda da União Soviética, e em 1999 foi revisado para adaptação à nova realidade. Mas só foi ratificado até agora pela Rússia, Belarus, Cazaquistão e Ucrânia. Desde sua entrada em vigor em 1992 , ele levou à destruição de 60.000 tanques, peças de artilharia e helicópteros.

A presença de soldados russos deum contingente de paz em regiões separatistas da Moldávia e Geórgia é o obstáculo alegado pelos países da Otan para não ratificar o CFE adaptado em 1999. Mas os militares russos já abandonaram Geórgia, resta resolver o problema moldavo, que consiste em determinar o estatuto do contingente militar russo instalado na região separatista russófona Transdniestria. A Rússia propõe atribuir-lhe funções do contingente de uma força de paz.   

O chefe da delegação russa lembrou que "o tratado em sua forma atual foi assinado em 1990, quando ainda existia uma oposição entre o Pacto de Varsóvia e a Nato". Assim, ele já "caducou, pois países na Europa Central e Oriental já aderiram à Nato".

Os planos de Washington de instalar radares e sistemas de interceptação de mísseis no Leste Europeu não são oficialmente o motivo desta reunião inusitada, mas os 30 países que comparecem ao encontro não poderão se esquivar do assunto, segundo as declarações de Antonov. Moscou critica também os planos de Washington de estabelecer bases militares na Bulgária e na Romênia.

"Temos graves preocupações em relação a Romênia e Bulgária", disse Antonov, já que tais planos envolvem a mobilização de tropas americanas.

 


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