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Federação Russa

Economia russa vai abrandar: Previsão ou histeria?

13.01.2007
 
Economia russa vai abrandar: Previsão ou histeria?

Relatório de BNP PARIBAS afirma que a economia russa vai abrandar em 2007, mas de forma modesta. Porém, apesar da mensagem negativa do título, nem o resto do relatório, nem a realidade, substanciam a chamada de atenção “Rússia: Economia vai abrandar de forma modesta”.

De acordo com BNP PARIBAS, a economia russa vai abrandar “de forma modesta” devido à baixa em preços de petróleo em 2007, que por sua vez vão causar uma diminuição nas taxas de crescimento. Contudo, a decisão tomada pela OPEP em Novembro de 2006, de reduzir a produção para estabilizar o mercado iria significar uma continuação do preço do barril de crude, uma vez que tenha secado o superavit no mercado. De qualquer forma preços mais baixos levariam a um pico em compras de estoques para atestar as reservas, que por sua vez iria criar uma tendência para um aumento no preço.

Também, o novo preço por barril citado pelo BNP PARIBAS, 55 a 60 USD, não seria suficiente para amolgar de forma significante os balanços na conta corrente da Federação Russa, contas que chegaram a um superavit de 100 biliões de USD em 2006.

O relatório depois afirma que o sector de petróleo e gás contabiliza 65% das exportações da Federação Russa e admite não só que “a percentagem do mercado deste sector permanecerá estável no futuro” mas também que serão “os condutores principais da economia”, cujas tendências subjacentes não deverão alterar.

O relatório de BNP PARIBAS a seguir afirma que “aumentos nos preços irão ficar a níveis altos” devido à alta em disponibilidade na oferta de dinheiro no mercado e um crescimento real em termos de salários. Mas estes dados indicariam uma economia muito saudável, e a crescente apreciação do RUR (Rublo) iria indicar uma estabilidade nos preços e não uma alta taxa de inflação. No mundo económico, confiança é a palavra de ordem e claro que os que não estejam interessados numa Rússia forte, quedam mais por pintar imagens negativas através de títulos apelativos do que apresentar notícias credíveis e análises objectivos.

Com o registo de crescimento do PIB da Rússia localizado a 6,2 por cento em 2006, decrescendo para 4,5% em 2007 mas subindo outra vez para 5% em 2008, com as reservas internacionais a aumentarem desde 182 biliões de USD em 2005 para 435 biliões de USD em 2008 e com a apreciação do RUR, é difícil perceber como um artigo de uma instituição respeitável como BNP PARIBAS possa merecer um título tão negativo, apesar da palavra “modesta”. Não será outro exemplo de chamar a garrafa meia-vazia em vez de meia-cheia?

E se disséssemos que a economia russa está em alta, que o tecido empresarial russo está a expandir, que os investimentos russos estão a crescer, que a Rússia dá hoje as melhores garantias de sempre ao investidor e que se acumulam os interesses russos na comunidade internacional de forma exponencial? Pode não ser um título muito bonito mas pelo menos reflecte melhor a verdade.

Timothy BANCROFT-HINCHEY

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