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Federação Russa

Rússia captura sete membros do Estado Islamita

11.02.2016
 
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Segundo a Polícia russa, o grupo executaria atentados terroristas dentro da Rússia para, em seguida, embarcaria à Síria. Enquanto isso os EUA, fracassados na Síria, fracassados no Iraque, fracassados no Afeganistão, fracassados dentro de casa a fim de impedir os piores atentados terroristas em seu território em toda a história, perpetuam a "Guerra ao Terror", planejada para ser infinita antes mesmo dos atentados do 11 de Setembro a fim de justificar a expansão de seu complexo militar-industrial, e sua permanência na região mais rica em petróleo do planeta.

Edu Montesanti *

O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) prendeu, neste dia 8, sete membros do autodenominado Estado Islamita que estavam em território russo. Com nacionalidade russa e de países da Ásia Central, a detenção se deu na cidades de Ekaterimburgo (Distrito Federal dos Urales, oeste do país).

Junto dos terroristas, foram detidas armas de fogo, granadas, material de propaganda extremista-religiosos, além de componentes de fuzis para franco-atiradores.

As autoridades russas informaram que o grupo visava executar uma série de atentados terroristas dentro da Rússia, entre eles na capital Moscou e em São Petesburgo (sudoeste), as cidades mais populosas do país. Quanto ao líder desse grupo, havia ingressado à Rússia através da Turquia, segundo a FSB.

Tal ação policial deu-se exatamente há uma semana da destruição de 1.3500 alvos do EI em solo sírio (http://port.pravda.ru/russa/05-02-2016/40330-russia_destroi_estado_islamico-0/) por parte da Força Aérea russa. Enquanto o Kremlin já comprovou, através de filmagens via satélite, que o EI rouba petróleo sírio e os vende à Turquia, as forças russas já bombardearam mais de cem caminhões da organização terrorista carregados de óleo cru envolvidos nesse comércio ilegal, o qual sustenta a organização criminosa com bilhões de dólares anualmente (http://www.telesurtv.net/news/Quien-financia-al-Estado-Islamico-20140821-0026.html). 

Nos últimos dois anos, as forças de segurança russas também desmantelaram uma série de atentados contra uma mesquita em Pyt-Yaj, também a oeste do país. Em outubro de 2015, a FSB já havia desarticulado determinada célula terrorista que, segundo o Serviço de Segurança russo, planejava atentados contra o transporte público do país.

Enquanto os Estados Unidos, comprovadamente de acordo inclusive com documentos de seu Departamento de Estado, financiam os próprios terroristas a fim de derrubar o presidente sírio Bashar al-Assad, em busca de seus interesses econômicos e estratégicos no Oriente Médio (na imagem, o senador John McCain em uma das tantas fotos cordialmente tiradas ao lado dos terroristas na Síria), não é de se estranhar que Washington exerça sistemática oposição às operações russas.

Por isso tudo, a porta-voz do Ministério do Exterior da Rússia, Maria Zarájova, foi contundente ao constatar que "a coalizão liderada por Washington, talvez, simula que está lutando contra os terroristas. E a ineficiência das operações da coalizão está claramente confirmada pelo agravamento do problema".

Em maio do ano passado, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos já havia reconhecido seu fracasso nos bombardeios na Síria (http://www.telesurtv.net/news/EE.UU.-reconoce-fracaso-de-bombardeos-contra-el-Estado-Islamico-20150521-0070.html) que atingia dezenas de civis, incluindo crianças.

"Guerra ao Terror" dos EUA: História sem Fim

Fracassado na Síria, fracassado no Iraque, fracassado no Afeganistão, fracassado dentro de casa a fim de impedir os piores atentados terroristas em seu território em toda a história, Washington planeja enviar até o fim deste mês 800 soldados adicionais a solo afegão para "ajudar" forças locais no "combate" ao Taliban, informou neste último dia 8 o jornal britânico The Guardian.

Tal fato não causa nenhuma surpresa, dado que a falida "Guerra ao Terror" foi arquitetada bem antes do 11 de Setembro para ser infinita, segundo o documento elaborado já na administração de Bill Clinton, em 1997, base da política externa de George Bush em campanha eleitoral, no ano 2000.

Trata-se do Project for the New American Century (http://www.oldamericancentury.org/pnac.htm), o qual previa que apenas um novo Pearl Harbor proporcionaria aos Estados Unidos condições de invadir novamente o Oriente Médio, e assim alcançar seus objetivos na região mais rica em petróleo do planeta. A intenção de Tio Sam, desde então, é invadir sete países naquela região: Iraque, Síria, Líbano, Líbia, Somália, Sudão e Irã.

A fim de espalhar bases militares e impor sua política expansionista-coercitiva, os Estados Unidos precisam de uma legitimação junto à opinião pública. Com o fim da Guerra Fria, os islamitas árabes, ridicularizados por Hollywood e tratados como terroristas pela mídia hegemônica, são a bola da vez de um Império e seu sistema que necessitam de guerras, desesperadamente, para sobreviver.

Há mais de 14 anos o devido Pearl Harbor dos obscuros porões do poder já ocorreram, cujas quedas das Torres Gêmeas do World Trade Center foram a chão à velocidade de queda livre (algo impossível de ocorrer senão através de implosões por dentro dos edifícios, segundo físicos, engenheiros e arquitetos norte-americanos (http://www.ae911truth.org/), somado às gravação de bombeiros mortos no interior das Torres (https://www.youtube.com/watch?v=Kanj8gx4E1M) informando segundos antes das quedas que ambos os prédios estavam sendo bombardeados por dentro, além detestemunho de um dos sobreviventes (https://www.youtube.com/watch?v=JkieobF3R5Q) filmado logo após a queda das Torres, e filmagem feita pelos próprios bombeiros em frente às Torres Gêmeas (https://www.youtube.com/watch?v=W902B6obIqM) apontando no mesmo sentido, de implosão programada; tudo isso, pequena parte de inúmeras evidências contrariando a versão oficial dos fatos), e a única superpotência global sequer conseguiu vencer o Taliban, retrógrado grupo de uns poucos milhares de combatentes mal-armados, e analfabetos do Afeganistão que, de cavernas, conseguiram vencer a Inteligência, supostamente, mais bem equipada do planeta, sequestrar cinco aviões, percorrer longos percurso com eles até se atirar contra alvos de suma importância - entre eles, o Pentágono, considerado o local mais vigiado e seguro do mundo.

Tão curioso quanto esse acúmulo de fracassos, na segurança interna e no "combate" externo ao terror, é que os tomadores de decisão do agonizante Império de turno (que em suas anuais Estratégias de Segurança Nacional consideram seus interesses comerciais mundo afora, assuntos igualmente militares), ainda se dão o direito de ditar as normas sobre segurança internacional.


O mínimo bom-senso e a mínima seriedade mandariam Tio Sam e seu bilionário complexo industrial-militar de volta à casa, a fim de investigar seriamente as implicações do 11 de Setembro, algo sempre impedido, em alguns casos impedido com a devida agressividade a que pesem vozes no deserto e diversas evidências locais, que vão na mais absoluta contra-mão da versão oficial dos fatos. 

Tanto quanto os jornalistas, entusiasmados durante a transmissão em tempo real das Torres Gêmeas de Nova Iorque e nos dias subsequentes, deveriam ao longo de todos estes anos, se realmente fossem independentes, levar tão a sério a tal "Guerra ao Terror" quanto sua suposta causa: exatamente o 11-S, "misteriosamente" esquecido dos noticiários internacionais que nunca investigaram minimamente tanta contradição e evidência de que a versão oficial é mentirosa.


Contudo, com uma mídia internacional de joelhos, completamente prostrada aos Estados Unidos (ambos em busca de sobrevivência em meio à perda de credibilidade vertiginosa), o fato que mudou o curso da humanidade, os atentados do 11-S está muito longe de ser recontado.

Assim, o mundo ainda ainda deve conviver com a paupérrima história contada pelos usurpadores do poder, e pagar a conta pelos mesquinhos interesses de Washington - em milhões e milhões de casos, pagá-la com a própria vida, e com a derrubada (em muitos casos com requintes de crueldade) de governantes democraticamente eleitos.

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* Edu Montesanti é professor de idiomas, autor de Mentiras e Crimes da Guerra ao Terror" (Editora Scortecci, 2012), colaborador do Diário Liberdade (Galiza), deTruth Out (Estados Unidos), tradutor do sítio na Internet das Abuelas de Plaza de Mayo (Argentina), da ativista pelos direitos humanos, escritora e ex-parlamentar afegã, Malalaï Joya, e ex-articulista semanal do Observatório da Imprensa (Brasil).

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