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Federação Russa

Rússia comemorou o aniversário do fim da II Guerra Mundial

10.05.2006
 
Rússia comemorou o aniversário do fim da II Guerra Mundial

Rússia comemorou o sexagésimo primeiro aniversário do fim da II Guerra Mundial .


Segundo as agências de notícias, num breve discurso na Praça Vermelha de Moscovo, perante milhares de militares e veteranos, o Presidente russo lançou um apelo à luta contra o extremismo e a xenofobia e afirmou que "aqueles que tentam levantar novamente as bandeiras do nazismo, que semeiam o ódio, o extremismo e a xenofobia, conduzem o Mundo a um impasse, a uma crueldade e a uma efusão de sangue sem qualquer sentido."

De facto nos últimos anos na Rússia cresce o problema da xenofobia , fenómeno personificado em grupos neonazis e de «cabeças rapadas» responsabilizados pela morte de 14 pessoas só este ano, várias das quais na cidade natal do Presidente, São Petersburgo .

Vladimir Putin respondeu :”As forças que tentam erguer as bandeiras derrubadas do nazismo, semeando o ódio e a segregação racial, a xenofobia e o extremismo, querem empurrar o mundo para um beco sem saída, para a crueldade e para o derramamento de sangue em vão.” Putin, falando sobre um estrado montado frente ao mausoléu de Lenine, adiantou que «a derrota do nazismo deve servir de lição e aviso».

«Temos o dever de recordar que a ameaça da escravidão foi real durante a II Guerra Mundial e surgiu por se ter desvalorizado o impacto negativo da ideologia nazi devido aos antagonismos entre países», declarou.

«Na segunda gerra mundial morreram milhões de pessoas e a marca da tragédia permanecerá nos corações de sucessivas gerações», disse o Presidente.

Rússia comemorou o aniversário do fim da II Guerra Mundial
«É por isso que a solidariedade dos povos face às ameaças e reptos actuais continua a ser um recurso decisivo, de valor incalculável. A paz, liberdade e boa vizinhança são os fundamentos de uma ordem mundial justa e democrática, e da segurança global», frisou.

Estas questões foram vistas pelos analistas como uma novidade no tradicional discurso de Putin a 09 de Maio, que costumava incidir no terrorismo internacional.


A parada militar na Praça Vermelha marcou o ponto alto dos festejos do Dia da Vitória, data em que a Rússia assinala a capitulação nazi, um dia depois do resto da Europa.

O presidente russo assistiu à marcha acompanhado pelo predecessor, Boris Ieltsin, o primeiro-ministro Mikhail Fradkov e o ministro da Defesa, Serguei Ivanov.

Sob um céu azul para o qual contribuíram 11 aviões militares encarregados de dispersar as nuvens, marcharam cinco mil e setecentos soldados, representando os diferentes ramos das forças armadas russas.

Cerca de 10 mil comunistas e veteranos de guerra percorreram as ruas de Moscovo em direcção à Praça Lubyanka, perto do Kremlin. Festejando o fim da II Guerra Mundial, a manifestação convocada pelo líder do partido comunista russo, Guennadi Ziuganov, aproveitou a ocasião para protestar contra o governo de Putin, acusando-o de "trair o país" e entregar o poder a uma elite abastada.

Amnestia Internacional acusou o Kremlin de «fechar os olhos» à multiplicação dos crimes racistas na Rússia e instou a justiça a deixar de os considerar meros «delitos comuns», como vem ocorrendo.


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