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Federação Russa

Rússia oficialmente condenou o ensaio nuclear norte-coreano

09.10.2006
 
Rússia oficialmente condenou o ensaio nuclear norte-coreano

O presidente,  Vladimir Putin, condenou hoje o ensaio nuclear efetuado pela Coréia do Norte, ao considerar que este indica um grave prejuízo para o processo de não-proliferação de armas nucleares no mundo.

"A Rússia, inequivocamente, condena o teste realizado pela Coréia do Norte, já que este não só afeta à Coréia, mas indica um grave prejuízo para o processo de não-proliferação de armas de destruição em massa", disse Putin durante uma reunião com o gabinete de ministros, citado pela Ria-Novosti.

Nessa reunião o ministro de Defesa, Serguei Ivanov, afirmou que a bomba atômica da Coréia do Norte teve uma potência de "5 a 15 kilotons". “Nós sabemos exatamente o local do ensaio e a hora  do seu realização “, disse Ivanov . Ele acrescentou que no território do Extremo Oriente russo não  registra-se uma fuga do material radiativo.

 Entretanto o vice-presidente da Câmara dos Deputados da Rússia (Duma), o líder do Partido Liberal Democrático , Vladimir Jirinovski, defendeu hoje o direito da Coréia do Norte de realizar testes nucleares.


"Testaram. Deixem que testem. A Coréia do Norte tem pleno direito de realizar testes, já que abandonou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TPN)", disse Jirinovski, citado pela agência "Interfax".


O político acrescentou que "os testes podem continuar", ao considerar que isto "não representa nenhuma ameaça para os países vizinhos". 

 
A Rússia, que compartilha com a Coréia do Norte uma fronteira  é um dos poucos paises com os quais conta o isolado regime comunista no panorama internacional. A Rússia participa, junto com EUA, China, Japão e as duas Coréias, das negociações de seis lados, estagnadas desde novembro de 2005, para encontrar uma solução à crise coreana.



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