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Federação Russa

9 de maio: Dia da vitória na guerra antifascista

09.05.2007
 
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‘E Stalin nos pressionava para terminar’, diz Jukov. (21)

A XVIII Conferência do partido, de 15 a 20 de fevereiro de 1941, foi integralmente consagrada à preparação da indústria e dos transportes na previsão da guerra. Delegados vindos de toda a União Soviética elegeram certo número de militantes membros suplentes do Comitê Central. (22)

No começo de março de 1941, Timochenko e Jukov pediram a Stalin que convocasse os reservistas da infantaria. Stalin recusou para não dar aos alemães um pretexto para provocar a guerra. Finalmente, ao final de março, ele aceitou convocar cerca de 800.000 reservistas, que seriam dirigidos para as fronteiras. (23) Em abril, o Estado-Maior geral informava Stalin de que as tropas das regiões militares do Báltico, da Bielorússia, de Kiev e de Odessa não eram suficientes para responder ao ataque. Stalin decidiu fazer avançar para as fronteiras 28 divisões, reunidas em quatro exércitos, e destacou a necessidade de proceder com extrema prudência para não provocar os nazistas. (24)

A 5 de maio de 1941, no grande palácio do Kremlin, Stalin falou diante dos oficiais saídos das academias militares. Seu tema central:

‘Os alemães estão errados em acreditarem que seu exército é um exército invencível’. (25)

Todos esses fatos permitem refutar as críticas malévolas habitualmente levantadas contra Stalin:

‘Ele tinha preparado o Exército para a ofensiva, mas não para a defensiva’; ‘Ele tinha confiança no Pacto germano-soviético e em Hitler, seu cúmplice’; ‘Ele não esperava que houvesse uma guerra contra os nazistas’. Essas calúnias visavam desacreditar as proezas históricas dos comunistas e, em conseqüência, aumentar o prestígio de seus adversários.

Jukov, que desempenhou um papel essencial na tomada de poder de Kruschov entre 1953 e 1957, teve o cuidado, em suas Memórias, de desmentir de forma contundente o relatório secreto de Kruschov. Sobre a preparação do país para a guerra, ele concluiu assim:

‘A obra da defesa nacional, quanto a seus traços e orientações fundamentais e essenciais, tinha sido conduzida da maneira adequada. Durante anos, fez-se tudo ou quase tudo que se podia fazer, tanto no setor econômico quanto no setor social. Quanto ao período que se estende de 1939 até a metade de 1941, é uma época em que o povo e o partido forneceram, para reforçar a defesa, esforços particularmente importantes, esforços que exigiam aplicação de todas as forças e de todos os meios. Uma indústria desenvolvida, uma agricultura coletivizada, a instrução pública estendida ao conjunto da população, a unidade da nação, o poder do Estado socialista, o nível elevado do patriotismo do povo, a direção que, para o partido, estava prestes a realizar a unidade entre a frente e as retaguardas, todo este conjunto de fatores foi a causa primeira da grande vitória que devia coroar nossa luta contra o fascismo.

Só o fato de que a indústria soviética tinha podido produzir uma quantidade colossal de armamentos: perto de 490.000 canhões e morteiros, mais de 102.000 tanques e canhões autopropulsados, mais de 137.000 aviões de combate, prova que os fundamentos da economia, do ponto de vista militar, foram essenciais e fundamentais, o partido e o povo tinham sabido preparar a defesa da pátria. Ora, é o essencial e o fundamental que, no final das contas, decidem a sorte de uma país em guerra.’ (26)

* * *

Notas da introdução

(i) “(...) Às 0 horas e 43 minutos de 9 de maio de 1945 terminou a assinatura da ata de capitulação incondicional da Alemanha. (...) ” Mariscal de la Unión Soviética Gueorgui Zhukov, Memorias y reflexiones, t.2, Ed. Progreso, Moscú, 1991, p. 402. [ voltar ]

(ii) Mariscal de la Unión Soviética Gueorgui Zhukov, Memorias y reflexiones, t.2, Ed. Progreso, Moscú, 1991, p. 415. [ voltar ]

(iii) Ludo Martens é autor de vários livros, além de ‘Um outro olhar sobre Stalin’ (1994) e ‘A URSS e a contra-revolução de veludo’ (1991). É dirigente do Partido do Trabalho da Bélgica. [ voltar ]

(iv) ‘Stalin preparou mal a guerra antifascista?’ é uma parte do capítulo 9, ‘Stalin e a guerra antifascista’, do livro de Ludo Martens ‘Um novo olhar sobre Stalin’, Ed. Revan, (2003). Do mesmo capítulo: ‘O pacto germano-soviético’, ‘O dia do ataque alemão’, ‘Stalin em face da guerra de extermínio dos nazistas’, e ‘Stalin, sua personalidade, sua capacitação militar’. [ voltar ]

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Notas

(1) Petit encyclopédie politique du monde, Ed. Chanteclair, Rio de Janeiro, 1943, p.102.
(2) Ibidem, p.105
(3) Jukov, Mémoires, tome II, Ed. Fayard, Paris, 1970, p.156.
(4) Ibidem, p.201.
(5) Ibidem, p.156.
(6) Ibidem, p.203.
(7) Ibidem, p.204
(8) Ibidem, p.204-205.
(9) La grande guerre nationale, Ed. du Progrés, Moscú, 1974, p.33.
(10) Ibidem, p.279.
(11) Jukov, op.cit., p.291. Et La grande guerre, op.cit., p.33

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