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9 de maio: Dia da vitória na guerra antifascista

09.05.2007
 
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A produção anual de tanques era de 740 unidades, em 1930. Ela tinha alcançado 2.271 unidades, em 1938 (7). Para o mesmo período, a construção de aviões tinha aumentado de 860 para 5.500 unidades por ano (8).

No curso do terceiro plano qüinqüenal, entre 1938 e 1940, a produção da indústria de 13% ao ano, mas a produção da indústria da defesa de 39% (9).

A moratória obtida, graças ao pacto germano-soviético, foi explorada por Stalin para levar a produção militar ao máximo. Jukov o testemunha.

“A fim de que as usinas de defesa de certa importância pudessem receber tudo que lhes era necessário, delegados do Comitê Central, organizadores experimentados e especialistas conhecidos, foram nomeados para a testa de suas organizações do partido. Eu devo dizer que Josef Stalin desenvolveu um trabalho considerável, ocupando-se ele próprio das empresas que trabalhavam para a defesa. Ele conhecia bem dezenas de diretores de usinas, de organizadores do partido, os principais engenheiros, via-os freqüentemente e obtinha, com a perseverança que o caracterizava, a execução dos planos previstos” (10).

As entregas militares efetuadas entre 1° de janeiro de 1939 e 22 de junho de 1941 foram impressionantes.

A artilharia recebeu 92.578 peças, das quais 29.637 canhões de campanha e 52.407 morteiros. Novos morteiros de 82 e 120 mm foram introduzidos ainda antes da guerra (11).

A Força aérea recebeu 17.745 aviões de combate, dos quais 3.719 de modelos novos. No domínio da aviação:

“As medidas tomadas, de 1939 a 1941, criaram as condições requeridas para obter, rapidamente, no curso da guerra, a superioridade quantitativa e qualitativa” (12).

O Exército Vermelho recebeu mais de 7.000 tanques. Em 1940, começou a produção do tanque médio T-34 e do tanque pesado KV, superiores aos tanques alemães. Já se haviam produzido 1.851, quando a guerra estourou (13).

A propósito destas realizações, como para exprimir seu desdém pelas acusações de Kruschov, Jukov se dedicou a uma autocrítica reveladora:

“Lembrando-me daquilo que nós, os militares, exigíamos da indústria no curso dos últimos meses de paz e como nós o exigimos, vejo que não levávamos bastante em conta as possibilidades econômicas reais do país” (14).

A preparação militar propriamente dita foi também impulsionada com o máximo rigor, por Stalin. Os enfrentamentos militares com o Japão, em maio-agosto de 1939, e com a Finlândia, entre dezembro de 1939 e março de 1940, estavam diretamente ligados a resistência antifascista. Estas experiências de combate foram analisadas em profundidade para preencher as lacunas e as falhas do Exército Vermelho.


Em março de 1940, uma reunião do Comitê Central examinou as operações contra a Finlândia.

“Os debates foram muito violentos. A instrução e formação de nossas tropas foram severamente criticadas”, afirma Jukov (15). Em maio, Jukov foi recebido por Stalin, que lhe disse:

“Você tem agora a experiência do combate. Assuma o comando da região de Kiev e utilize sua experiência para a instrução das tropas” (16).

Na visão de Stalin, Kiev despertava uma significação militar particular. Era aí que esperava o golpe principal quando da agressão alemã.

“Stalin estava persuadido de que os hitleristas, no curso de sua guerra contra a União Soviética, iriam, em primeiro lugar, tentar apoderar-se da Ucrânia e da bacia de Donetz, a fim de privarem nosso país dessas regiões econômicas importantes, de tomar o trigo ucraniano, o carvão de Donetz e mais tarde o petróleo do Cáucaso. No curso do exame do plano operacional, na primavera de 1941, J. Stalin dizia: ‘Sem possuir recursos vitais importantes, a Alemanha nazista não poderá sustentar uma guerra muito prolongada’. (17)

No verão e no outono de 1940, Jukov submeteu suas tropas a uma intensa preparação para o combate. Ele constatou que dispunha de jovens oficiais e de generais capazes. Ele lhes fez assimilar as lições que se resgataram das operações alemãs contra a França.

(18)

De 23 de dezembro de 1940 a 13 de janeiro de 1941, todos os oficiais superiores reuniram-se para uma grande conferência. No centro dos debates: a futura guerra contra a Alemanha. A experiência acumulada pelos fascistas com grandes corpos blindados foi estudada com uma atenção particular. No dia seguinte ao da conferência, um grande exercício operacional e estratégico sobre mapa teve lugar. Stalin o assistiu. Jukov escreveu:

‘A situação estratégica repousava sobre os acontecimentos supostos que poderiam se desenvolver sobre nossa fronteira ocidental, no caso em que a Alemanha atacasse a União Soviética’. (19)

Jukov dirige a agressão alemã, Pavlov, a resistência soviética.

‘O exercício abundou em peripécias dramáticas para a parte “vermelha”. As situações que se apresentaram após 22 de junho de 1941 pareciam-se muito àquelas daquele exercício...’ notou Jukov. Pavlov perdeu a guerra contra os nazistas. Stalin o admoestou energicamente:

‘O comandante das tropas de uma região deve possuir a arte militar e saber encontrar a solução em qualquer que seja a situação. Tal não foi o seu caso.’ (20)

A construção de setores fortificados ao longo da nova fronteira ocidental foi enfrentada em 1940. Pelo começo da guerra chegou-se a construir perto de 1.500 instalações em concreto. 140.000 homens trabalhavam todo dia.

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