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Federação Russa

Putin respondeu ás perguntas

07.07.2006
 
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Putin respondeu ás perguntas

O presidente Vladimir Putin respondeu ontem a 49 perguntas de usurários russos e estrangeiros da Internet durante uma conferência virtual de duas horas. Eram perguntas sobre a posição da Rússia em relação aos mais importantes temas das relações internacionais (23), os objetivos e os propósitos a realizar na resolução dos problemas econômicos e sociais do País(23), a vida privada do presidente (3).

Putin chamou os EUA do "principal parceiro" da Rússia, com  as posições próximas em temas importantes, como as ameaças à segurança do mundo, a não proliferação e o desarmamento, assim como o combate à pobreza e à disseminação de doenças. O líder russo disse que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, é "uma pessoa decente e um bom parceiro com quem é possível não apenas conversar, mas chegar a um acordo".

Ao mesmo tempo em que defendeu a cooperação, o líder russo indicou que os EUA não deveriam ser uma potência hegemônica no mundo pós-União Soviética, pois "o planeta tem bastante diversidade e deveria ser multipolar".

Pressionado a mencionar nominalmente quais seriam os principais inimigos da Rússia, Putin disse ter a esperança de que "terroristas e narcotraficantes" transformem-se nos únicos inimigos das principais potências do mundo.

Ao responder às perguntas sobre como vê a Rússia o aparecimento no cenário mundial de um líder único tentando ditar suas condições à humanidade, Vladimir Putin mais uma vez  sublinhou: “Nossa posição consiste em que o mundo, porquanto multifário, tem de ser multipolar. Este e outros problemas importantes haverão de ser resolvidos no próximo encontro do G8.”


O chefe do Estado está decepcionado com os lançamentos de mísseis na Coréia do Norte, mas não julga que estes ponham em ameaça a segurança da Rússia. Para Vladimir Putin, mesmo numa perspetiva afastada não poderá Pyongyang construir um míssil balístico.

O presidente afirmou que "testes de tal magnitude não podem ser considerados normais", embora tenha acrescentado não existirem "argumentos" que sugiram que o programa de mísseis norte-coreano seja dirigido contra a Rússia, e não confirmou  um dos projéteis  caír perto do litoral do Pacífico russo.

"A Coréia do Norte é nosso vizinho, mas as capacidades militares de ambos os países são incomparáveis", afirmou.


Abordando o problema nuclear do Irã, ele se pronunciou contra a idéia de sanções em relação a esse país. O primeiro mandatário declarou que qualquer país tem direito de acesso às tecnologias modernas, direito esse que também o Irã há de possuir em plena medida. Ele pode desenvolver essas tecnologias com fins civis, mas deve garantir sua segurança. O presidente acha justo se o “dossiê nuclear” iraniano voltar para a Agência Internacional de Energia Atômica.

Putin afirmou ter esperança de que odiálogo com Teerã tenha início antes do fórum de G8 em São Petersburgo.


"Mas também se deve levar em conta a opinião da outra parte. É preciso ter paciência e não alimentar tensões. Deixemos que os profissionais façam seu trabalho", disse.

Vladimir Putin declarou que o uso de forças especiais fora dos marcos nacionais para eliminarem terroristas não contraria o Direito Internacional. O Artigo # 51 da “Carta da Organização das Nações Unidas” permite rebater os atos de agressão.

 Vladimir Putin manifestou a esperança de que a Câmara Alta do Parlamento Federal resolva investir o presidente federal do direito de usar unidades para missões especiais das Forças Armadas nacionais no Exterior para defenderem a vida e a saúde dos cidadãos russos.

Em outra resposta, Putin justificou a ordem que deu aos serviços secretos de "liquidar" os islamitas que seqüestraram e assassinaram, no mês passado, quatro diplomatas russos no Iraque.

Sobre a política interna, o presidente russo se defendeu das críticas pela suposta involução democrática da Rússia, ao assegurar que  país "não terá futuro sem o fomento da democracia, sem a imprensa livre e sem a sociedade civil", e se mostrou contrário à restrição do acesso à Internet.

Sobre a liberdade de imprensa, Putin disse que, em exercícios anteriores, muitos meios, especialmente a televisão, eram controlados por "grupos oligárquicos", e negou o crescente controle do Estado sobre os meios de comunicação durante seu Governo.

Ao responder às perguntas sobre a economia russa, Vladimir Putin apontou a necessidade de sua diversificação e promoção do setor de inovações como uma tarefa prioritária.

 “Quero chamar a atenção dos senhores para o fato de o orçamento nacional agora se basear no preço dos 27 dólares o barril. Tudo faremos para que nossa economia não se desmorone por causa dos altos preços do petróleo, mas, pelo contrário, para que vá se desenvolvendo com base em inovações” , disse.

 Notou que a Rússia não permitirá interrupções no abastecimento da Europa de gás. Ao abordar o “conflito de gás”, com a Ucrânia, disse que aquele teve como resultado uns entendimentos que têm incidido também nas relações com outros países.

Presidente advertiu contra a política de padrões duplos em relação aos problemas da Abcázia, Cisdniestria e Ossétia do Sul. “Respeitamos o princípio de integridade territorial dosEstados, mas não se pode desrespeitar a opinião das populações sobre como melhor organizar sua própria vida” – disse o presidente.

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