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Federação Russa

Novas acusaçõoes contra Khodorkovski

05.02.2007
 
Novas acusaçõoes contra Khodorkovski

A Procuradoria Geral da Rússia apresentou hoje novas acusações contra Mikhail Khodorkovski, ex-dono da companhia petrolífera Yukos, e seu ex-diretor financeiro, Platon Lebedev, presos desde 2005 por crimes financeiros, escreve EFE.

 Khodorkovski e Lebedev, que já cumprem pena de oito anos de prisão, foram acusados de lavagem de dinheiro e apropriação indébita, disse um porta-voz da Procuradoria na região russa de Chita, na fronteira com a China, citado pela agência "Itar-Tass".

Karina Moskalenko, advogada de Khodorkovski, e Kostantin Ribkin, representante legal de Lebedev, afirmaram que seus clientes rejeitaram as novas acusações apresentadas, assim como fizeram com as anteriores, informou a agência "Interfax".

Yuri Smidt, também advogado de Khodorkovski, revelou que a Procuradoria acusou seu cliente da lavagem de entre US$ 23 bilhões e US$ 25 bilhões. "É uma quantia mais do que absurda", ressaltou.
Parte da opinião pública russa e internacional considera que o julgamento e a prisão dos proprietários da Yukos foi uma ofensiva do Kremlin para recuperar o controle de uma das maiores companhias energéticas do país e punir os "oligarcas" com ambições políticas.

Em setembro de 2006, o Tribunal de Apelações de Moscou ratificou a falência da companhia petrolífera privada Yukos, exigida por seus credores, o que deixou o caminho livre para sua liquidação, que pode acontecer no prazo de um ano.

O Serviço Fiscal da Rússia, um dos maiores credores da Yukos, rejeitou um plano de saneamento financeiro da companhia petrolífera e a imposição de um gerente externo encarregado de vender os ativos da empresa sem pressa e por bons preços.

Segundo o Serviço Fiscal da Rússia, a Yukos é insolvente porque suas dívidas, de US$ 18,3 bilhões, superam seus ativos, avaliados em US$ 17,7 bilhões. Os diretores da companhia petrolífera asseguram, porém, que sua capitalização atual tem um valor superior a US$ 37 bilhões.
Além disso, a principal filial extratora da Yukos, Yuganskneftegaz, foi vendida devido a dívidas por US$ 9,35 bilhões, metade de seu valor real, a uma companhia fictícia criada por ordem do Kremlin, que a revendeu à companhia petrolífera estatal Rosneft.

O presidente do conselho de diretores da Yukos, Viktor Geraschenko, declarou há meses que o banco alemão Deutsche Bank havia manifestado interesse em adquirir o controle das ações e da dívida da companhia petrolífera.


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