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Federação Russa

Quem é Rasmussen? É o Dispositivo Explosivo Improvisado da OTAN

04.08.2009
 
Pages: 12
Quem é Rasmussen? É o Dispositivo Explosivo Improvisado da OTAN

Uma análise daquilo que a OTAN é e aonde a OTAN vai depois do novo Secretário-Geral, o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, tomar posse e prometer criar uma nova parceria estratégica com a Federação Russa. Bonitas palavras…mas vamos analisar quem é esse Rasmussen e dizer-lhe umas verdades antes de ele lançar seu novo painel, que contará com a presença da Madeleine “Eu gosto de terroristas albaneses” Albright.

Para começar, uma nota positiva pela boa intenção no seu discurso inaugural como Secretário-Geral da OTAN, aquele lobby não eleito que dita as políticas externas dos seus países membros e que serve como plataforma de fomentar os interesses da indústria das armas que governa os EUA e que satisfaz os desejos dos seus lacaios na Europa, em reconhecer a necessidade de criar uma parceria estratégica com a Rússia.

Pois bem, a OTAN precisa da Rússia muito mais do que a Rússia precisa da OTAN, porque a OTAN está metida em sarilhos grandes em Afeganistão, sarilhos que a própria organização criou desde o início. Quanto à Rússia, qualquer concentração de forças beligerantes nas suas fronteiras seria alvo de uma nuvem de mísseis tão densa que apagaria o Sol e que criaria uma cratera com cem quilómetros de raio à sua volta, a qualquer hora do dia ou da noite.

Relativamente ao Afeganistão, este país tinha um governo socialmente progressista nos anos 70 e 80, apoiado pela União Soviética face a uma campanha de contínua desestabilização pelos Mujaheddin de Mullah Omar e Osama Bin Laden, apoiados pelos EUA. As crianças iam à escola, as mulheres tinham plenos direitos, havia um intenso programa de construção de hospitais, havia um programa de casas sociais, havia pleno emprego, havia segurança. Foi a força escura atrás da OTAN (Washington) que lançou o movimento extremista e terrorista a partir dos Madrassah paquistaneses, movimento que se transformou nos Taliban. Vamos entender as coisas como são. E agora vem a OTAN, com o boné na mão, a pedir o auxílio da Rússia enquanto uma força Taliban ressurgente controla cada vez mais território no Afeganistão de forma sustentável e constante.

Em segundo lugar, onde é que já ouvimos esse nome Anders Fogh Rasmussen? Ah! Já me lembro! Era ele o primeiro-ministro dinamarquês durante aquele escândalo dos desenhos de Maomé, aquele que se recusou a pedir desculpas. Uau! Isso deve tornar-lhe popular em Afeganistão! De facto seria difícil imaginar o que poderia servir de melhor estímulo para os Taliban, ter uma pessoa destas responsável pelas forças do inimigo…seria um pouco como convidar Mikheil Eu Como a Minha Gravata, o Assassino Saakashvili, Adolf Hitler ou um bombista suicida à festa de aniversário centenário da bisavô…cardíaca.

Se o Anders Rasmussen pensa que está bem imprimir imagens insultuosas do Islão no momento mais delicado na história do convívio entra as duas culturas, colocando seu dedo numa ferida crua e aberta quando foi preciso uma política de discussão e diálogo e debate, reclamando o direito a liberdade de expressão (pois, quando simpatizantes da OTAN destroem websites, quando servidores dos EUA bloqueiam URLs menos simpáticos, liberdade, pois, e coisa e tal…) então é evidente que aqui estamos perante um homem cujo tino lhe falha catastroficamente em momentos chave. Cave canem!

Depois, claro, há a questão da expansão da OTAN ao Leste, depois de terem sido dadas garantias a Moscou que não aconteceria. Então porquê é que aconteceu? Onde está a honra da OTAN? Onde está a sua dignidade, onde está a sua palavra? Não tem. A sua palavra vale tanto como aquela de Saakashvili, aquele que assina um tratado de paz e a seguir envia suas tropas (apoiados pelos “conselheiros” norte-americanos…mas que belo trabalho que fizerem, hein?) para chacinar quase dois mil civis russos.

E porquê a OTAN fala com esse criminoso de guerra? Porquê a OTAN considera Saakashvili como amigo? Como pode a OTAN dizer que é uma organização supra-nacional política quando associa com assassinos? Será que o Rasmussen sabe o que fez a Geórgia no verão passado? Enviou tropas a Ossétia do Sul numa orgia de violência, sem qualquer provocação, e planejou a mesma coisa para a Abkhazia. E agora defende que estas duas Repúblicas voltem para a Geórgia? É doido, ou quê? E se perguntasse às populações da Ossétia do Sul e da Abkházia, se queriam ou não voltar a coabitar com aquele Hitler falhado de Tblisi depois de aquilo que ele fez? E porquê a Geórgia não organizou os referendos nestas duas Repúblicas como era seu dever sob os termos da Lei Soviética, que assinou? Então quando Rasmussen fala de integridade territorial, e por aí fora, cadê a história do conflito? Considere a Ossétia do Sul e a Abkházia espólio de guerra, então, que são agora estados independentes, cujas populações não querem viver sob o jugo de Tblisi. Tem a ver com liberdade de expressão e tal, Senhor Rasmussen deve entender isso…

E já que Rasmussen fala da integridade territorial dos vizinhos da Rússia, ele deveria lembrar que não foi a Rússia que iniciou este conflito. Moscou fez todos os esforços para resolver a questão de forma pacífica e política e sempre usando a diplomacia para resolver a questão do Cáucaso, foi sim o amigo de Rasmussen quem lançou uma campanha de bloqueio e depois violência. Mikheil Saakashvili, que partilha a cama de Rasmussen, é um criminoso de guerra assassino que vai pagar o preço por aquilo que fez.

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