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Federação Russa

Economia russa: As duas vertentes

04.06.2008
 
Economia russa: As duas vertentes

Sobre-aquecimento, uma tese seguida pelo Banco Mundial e FMI? Ou uma economia sólida e saudável, onde uma melhor gestão monetária conseguirá controlar tendências altistas de inflação – a opinião do Ministro das Finanças da Federação Russa, Aleksei Kudrin?

Esta semana o economista do BM, especialista em assuntos relativos à Federação Russa, Zeljko Bogetic, declarou que a Rússia conseguiu muito em termos de desenvolvimento económico, referindo o aumento do PIB nacional a 1,3 triliões de USD (1,3 mil biliões) e uma alta em reservas de USD 534,4 bln. No entanto, opinou que a tendência inflacionista da economia russa é sinal que existe sobre-aquecimento, opinião partilhada por Paul Tomsen do Fundo Monetário Internacional.

Especialistas estrangeiros parecem concordar que o remédio santo para a economia russa será uma redução da circulação de dinheiro e políticas orçamentistas e monetárias mais apertadas. Caso contrário, a mistura do sobre-aquecimento com tendências inflacionistas irão baixar as taxas de crescimento económico, resultando numa possível crise de divisas.

No entanto, o Ministro das Finanças da Federação Russa, Aleksei Kudrin, não concorda, estando da opinião que uma melhor gestão monetária irá reduzir a taxa de inflação até ao final do ano. Andrei Klepach, Vice Ministro de Desenvolvimento Económico, declarou que o sobre-aquecimento “é o assunto preferido deles (o Banco Mundial)”. Admitindo que alguns sectores da economia russa estão sobre-aquecidas, não é verdade que seja assim com a economia em geral, pois há ainda falta de investimento nas infra-estruturas e no sector social. “Admito que reduzir a inflação seja uma prioridade, mas não ao custo de crescimento económico”.

Konstantin KODENETS

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