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Federação Russa

Rússia examina o projeto de lei sobre proibição das transferências bancárias à Geórgia

03.10.2006
 
Rússia examina o projeto de lei sobre proibição das transferências bancárias à Geórgia

 As autoridades da Geórgia organizaram um show para todo o mundo da detenção dos militares russos.  Em resultado desencadeou um crise entre os dois países, que, a qualquer momento, poderá passar de diplomática a militar.

 A Rússia na segunda-feira suspendeu todas as comunicações de transporte e postal com Geórgia .  Mesmo ontem o presidente da Duma Estatal (câmara baixa) do Parlamento russo, Boris Grizlov, anunciou   que este órgão em 4 de outubro vai examinar um projeto de lei destinado a  "proibir as transferências bancárias e envio postal de dinheiro à Geórgia  ", informa a agência Praim- Tass.


Segundo os  cálculos oficiais,  na Rússia   trabalham   cerca de 320 mil  georgianos  , dos quais apenas 1 por cento legalmente. As transferências bancárias para a Geórgia equivalem a mais de 20 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) da Geórgia. De acordo com o Banco Nacional da Geórgia em  8 meses deste ano da Rússia foram transferidos ao país 219 milhões de dólares.


Outra alavanca de pressão economica  poderá ser o corte no abastecimento de combustíveis e energia eléctrica. Tal posição unánime  têm os líderes de todos grupos parlementares da Rússia .   A Geórgia depende quase totalmente dos fornecimentos do gás russo - 1.800 milhões de metros cúbicos por ano, ao preço actual de 110 dólares americanos por mil metros cúbicos.


Posteriormente, o Presidente russo, Vladimir Putin, acusou a Geórgia de "terrorismo de Estado", e Andrei Popov, chefe das tropas russas na Transcaucásia, ameaçou "disparar a matar", caso as autoridades georgianas tentassem entrar nos quartéis e bases militares russos na Geórgia.


Na actual crise, o Presidente georgiano está a realizar, segundo analistas russos , um jogo muito arriscado, porque as possibilidades de apoio da NATO e da União Europeia à sua política são muito limitadas. A Aliança Atlântica e a UE não estão interessados numa guerra com a Rússia, a Europa está dependente do gás e do petróleo russo e daí a confiança do Kremlin de que esta crise termine a seu favor.

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