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Assad anuncia recebimento de mísseis russos e descarta abrir frente em Golã

03.06.2013
 
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Assad anuncia recebimento de mísseis russos e descarta abrir frente em Golã

Sobre o envolvimento do grupo libanês Hezbollah, presidente sírio disse que combatentes têm objetivo comum.


O presidente da Síria, Bashar al Assad revelou nesta quinta-feira (30/05) ter recebido os primeiros mísseis russos e advertiu que não deterá grupos sírios que "tentam libertar as Alturas de Golã ocupadas por Israel". A mensagem veio após as declarações do primeiro ministro israelense de que o país está preparado para repelir qualquer ataque sírio.


"A Síria já recebeu o primeiro lote de mísseis russos S-300 e está pronta para receber o resto", afirmou Assad durante entrevista concedida à televisão Al Manar, do movimento xiita libanês Hezbollah. A Rússia se prontificou a entregar armamento ao governo sírio após a União Europeia dar sinal verde para que países estrangeiros forneçam armas para a oposição síria.


Assad rejeitou a abordagem da oposição e seus aliados de "um governo interino com um presidente que não desempenhe nenhum papel", um dos assuntos que serão tratados na Conferência de Genebra, que, segundo o presidente, tem "uma grande probabilidade de fracassar". Para ele, o encontro "não mudará muito a situação dentro da Síria, já que os bandos não cessarão sua sabotagem", acrescentou.


Durante a entrevista, Assad ressaltou que a guerra que acontece em seu país acontece para salvaguardar a nação, e não seu cargo, e que os opositores fracassaram. "Os derrotamos, por uma parte, e por outra, eles mesmos perderam, porque não souberam medir bem a situação", fazendo com que a balança se inclinasse "a favor das Forças Armadas", declarou.


Israel
O ministro de Defesa israelense,Mosche Yaalon, afirmou esta semana que seu país "não ficará de mãos cruzadas" assistindo à chegada dos mísseis russos. Hoje, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel deve se preparar para um novo tipo de guerra caracterizado por ataques com mísseis contra lugares habitados.


"Nos encontramos profundamente imersos em uma era de mísseis dirigidos contra centros de população", disse após finalizar um exercício nacional para preparar o país em relação a futuros ataques. "Ao nosso redor há dezenas de milhares de mísseis que podem golpear o interior de nosso país e a melhor defesa é que a gente se prepare mentalmente", afirmou.


Hezbollah
Ao falar sobre os combates entre as forças de seguranças contra os insurgentes e o apoio que recebem de alguns países da região, Al Assad afirmou na entrevista que "Síria e Hezbollah formam parte de um mesmo eixo". "Há combatentes do Hezbollah nas zonas fronteiriças com o Líbano, mas o exército sírio é a força que está lutando e conduzindo as batalhas frente a grupos armados da oposição", disse Assad.


Nesse sentido, explicou que os combates na cidade de Al Qusair - alvo de uma ofensiva do regime e do Hezbollah - estão "relacionados com Israel, cujo objetivo é sufocar a resistência por terra e mar".


* Com informações da agência pública de notícias da Argentina, Télam e da France Presse
http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=67c2bd385b570d5cf44ea6f696865ed9&cod=11599


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