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Federação Russa

Autoridades russas responsabilizam a Internet por incitar discórdia étnica e religiosa

02.10.2008
 
Autoridades russas responsabilizam a Internet por incitar discórdia étnica e religiosa

O Gabinete do Promotor Geral da Rússia responsabiliza a Internet pela distribuição de hostilidades extremistas e raciais no país. O Promotor Geral Adjunto Viktor Grin disse, em seu discurso na Duma do Estado russa, na terça-feira, que cerca de 500 websites na zona russa da World Wide Web incitam à discórdia internacional.

A autoridade disse que tais websites contêm informações acerca de como fazer explosivos, e oferecem descrições pormenorizadas a respeito de como colocar as bombas adequadamente para um ataque bem-sucedido. A autoridade acrescentou que os criminosos, que conduziram ataques terroristas com o uso de bombas em diferentes cidades e cidadezinhas da Rússia, usaram as informações de referidos websites.

Além disso, podem-se encontrar também livros inteiros a respeito do assunto terrorismo na Internet. Viktor Grin ressaltou também que jogos violentos de computador propagam hostilidade contra pessoas de outras nacionalidades.

A autoridade disse que a atividade de Internet precisa ficar sujeita a regulamentação legal para que cesse a utilização das mais recentes tecnologias na propaganda do terrorismo e do ódio racial.

Moscou é a líder, na Rússia, em quantidade de crimes por ódio. Dezenove crimes (com desfechos letais) foram cometidos na Rússia com base em hostilidade nacional ou religiosa durante a primeira metade do ano corrente. Dezessete desses crimes foram cometidos em Moscou. Todos esses 17 crimes graves foram cometidos por jovens do sexo masculino com idades entre 16 e 22 anos. Esses jovens atacaram cidadãos do Uzbequistão, Tajiquistão, Azerbaijão, Armênia e Quirguistão.

Duzentos e cinquenta crimes de extremismo foram relatados na Rússia, no total, nos seis primeiros meses deste ano. Moscou é a líder sob esse aspecto, com 73 crimes por ódio.

É digno de nota que as autoridades locais já proibiram o acesso a diversos websites, que o Gabinete do Promotor Geral considerou orientados para o extremismo. Tais medidas foram tomadas na região russa de Novosibirsk, por exemplo.

Há diversos websites que contêm apelos para mudança da organização constitucional da Federação Russa e conduzem atos de terrorismo contra a Rússia. Contêm, também, materiais atentatórios à dignidade nacional e de incitação de discórdia racial e religiosa.

A popularidade da Internet dobrou na Rússia durante os três últimos anos. Entretanto, mais da metade dos cidadãos russos – 69 por cento – não usa a World Wide Web. Vinte por cento dos russos usaram a Internet este ano exclusivamente como fonte de informação.

A Internet não está na liderança, na Rússia, em comparação com outras fontes de informação, dizem pesquisas de opinião. Apenas onze por cento dos pesquisados disseram que usam a Internet diariamente. Nove por cento dos pesquisados disseram que usam a Internet diversas vezes por semana, enquanto que sete por cento disseram que usam-na diversas vezes por mês.

Autor da publicação: Murilo Otávio Rodrigues Paes Leme

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