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Federação Russa

Putin confirma a retirada das tropas da Geórgia

02.10.2006
 
Putin confirma a retirada das tropas da Geórgia

O presidente  Vladimir Putin,  convocou no domingo  uma reunião do Conselho da Segurança  do seu gabinete para discutir a crise diplomática com Geórgia. A condenação de quatro oficiais russos a prisão preventiva num tribunal de Tbilissi por "espionagem" está a agravar ainda mais a perigosa crise diplomática entre a Geórgia e a Rússia, que chamou para consultas o seu embaixador e evacuou quase todo o pessoal da representação diplomática. No local ficaram apenas dois diplomatas e alguns seguranças.

 
Putin  acusou  a Geórgia de comportar-se como a polícia secreta de Stalin. "É completamente evidente que tentam beliscar dolorosamente, provocar a Rússia. Isto deve ser claro para todos. E, pelos vistos, os que fazem isso, consideram que a direcção anti-russa da política externa corresponde aos interesses do povo georgiano. Mas penso que não é assim” disse Putin na televisão, em seu primeiro comentário público sobre a crise. O presidente russo descreveu as ações da Geórgia como "sinal do legado político de Lavrenty  Beria, tanto no interior do país quanto na arena internacional". Béria  dirigia o Serviço de Inteligência Soviética (NKVD, antecessora da KGB) e foi  o  responsável pela execução de milhares de pessoas com suspeita de oposição a Stalin.


  Presidente confirmou  que as tropas russas do contingente de paz  aquarteladas  na Geórgia vão se retirar, desmentindo as afirmações dos altos funcionários do ministério da Defesa, que na véspera comunicaram a suspensão da medida.


"Sim, confirmamos isto", declarou  responsável do serviço de imprensa do Kremlim, Aleksei Gromov, do sobre a retirada das tropas russas da Geórgia, que continua "conforme previsto".


Segundo o acordo intergovernamental a retirada das tropas russas da Geórgia termina  no fim de 2008. O presidente russo criticou ainda os "patrocinadores estrangeiros" dos dirigentes georgianos. O líder russo se refere  aos Estados Unidos e à  NATO.

  Rússia recorreu ao Conselho de Segurança da ONU, exigindo que condenasse as acções da Geórgia. Mas os EUA bloquearam a resolução, a pretexto de que o conflito deve ser resolvido a nível bilateral.

"Os EUA consideram-se amigos tanto da Rússia, como da Geórgia e, na discussão, prefiro ocupar a posição de observador externo", declarou Sean Mackormac, do Departamento de Estado . Por seu lado a NATO (organização do Tratado do Atlântico Norte) em 21 de setembro decidiu iniciar um "intenso diálogo" com a Geórgia.

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