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Federação Russa

Kosovo: Federação Russa gravemente preocupada

02.02.2008
 
Kosovo: Federação Russa gravemente preocupada

Moscovo denuncia arranjos por países ocidentais, incluindo a aplicação de pressões sobre o Conselho de Segurança da ONU e sobre a Presidência da União Europeia, para que seja enviada uma missão da U.E. para Kosovo, para ultrapassar o CS da ONU, bem como aumentar o componente militar da força de manutenção de paz.

O Ministério das Relações Exteriores, num comunicado emitido hoje, acusa: “Há actos de verdadeira lavagem do cérebro para convencer os que tenham dúvidas na U.E. da necessidade de ‘prontamente’ reconhecer o Kosovo no evento de uma declaração unilateral de independência por Pristina. O comando da KFOR está a trabalhar em planos para pacificar os sérvios da província, que obviamente opor-se-ão a tal declaração”.

O comunicado acrescenta: “Esses movimentos causam-nos sérias preocupações e requerem uma resposta adequada”.

“Gostaríamos de lembrar que os mandatos das presenças internacionais na província foram aprovados pela Resolução 1244 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Junho de 1999. A presença civil foi criada sob a forma de Missão das Nações Unidas no Kosovo (UNMIK) e isso foi feito com base nas propostas do Secretário-Geral da UNO, aprovada pelo Conselho de Segurança.

“Por conseguinte, qualquer alteração da natureza, composição ou plano operacional de acções pela presença civil internacional no Kosovo requer uma nova decisão do Conselho de Segurança. Isso irá tornar-se possível somente com o consentimento de Belgrado e Pristina.

“Embora nós compreendemos o desejo da União Europeia de desempenhar um papel mais activo nos assuntos de Kosovo, isto pode ser feito apenas com a observância das referidas condições.

“Quaisquer medidas para reformatar as presenças internacionais na província ignorando o Conselho de Segurança vão contra a resolução 1244, a Carta das Nações Unidas e os princípios universalmente aceites de manutenção da paz.

Esperamos que o Secretário-Geral da UNO e os nossos parceiros vão notar as perigosas consequências de cenários e acções unilaterais em violação da Carta das Nações Unidas e abster-se de passos cheio com consequências desastrosas para o sistema de relações internacionais.

Fonte: Ministério das Relações Exteriores

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