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Federação Russa

Rússia está fechada para as férias de 8 dias

02.01.2007
 
Rússia está fechada para as férias de 8 dias

Os russos entrarão em 2007 com o país praticamente fechado para as férias, devido ao período de festas que vai até 8 de janeiro graças aos cinco dias de feriado escolar entre o Ano Novo e o Natal Ortodoxo.

Quando se trata de feriado, a Rússia não descansa: os principais jornais do país já na sexta-feira se despediram de seus leitores. Alguns voltam as bancas dia 10 de janeiro. Outros, como o prestigioso "Kommersant", estão com a circulação suspensa até o dia 15.

Tradicionalmente, inclusive nos tempos da União Soviética, as festas do Ano Novo são as preferidas dos russos. Eles costumam jogar dinheiro pela janela, cada um, é claro, de acordo com as suas possibilidades.

O jantar de Ano Novo é o grande banquete do ano, terminando com a troca de presentes.

A televisão é parte fundamental da cerimônia. Os canais competem para oferecer a programação mais atraente. Após a mensagem do chefe e Estado vêm as imagens do carrilhão do Kremlin com o dobrar de seus sinos, que marcam a chegada do novo ano.

O ritual é quase o mesmo desde os tempos soviéticos. Uma das poucas inovações introduzidas pelo atual presidente russo, Vladimir Putin, é se dirigir a seus compatriotas não do seu escritório, mas dos jardins do Kremlin. Na sua mensagem de Ano Novo ao país transmitida pela televisão às 23.55 do horário do Moscou, Putin exortou os russos a melhorarem as condições para os jovens, em 2007, na sua mensagem de Ano Novo ao país transmitida pela televisão.

"A nossa tarefa consiste em assegurar que os jovens recebam uma educação moderna, dêem uma utilização digna aos seus talentos e capacidades e sejam saudáveis", disse o presidente russo.

Apontou também como uma das tarefas do governo a ajuda às pessoas idosas.
"O estado - assinalou - tem, e cumprirá, a obrigação de apoiar as pessoas das gerações mais velhas. Peço-vos que não esqueçam aqueles que fizeram o futuro possível".

Em Moscou, muitos jovens e turistas recebem o ano novo na Praça Vermelha, onde as autoridades recentemente instalaram uma grande pista de patinação com gelo artificial. Como medida de precaução, a Prefeitura proibiu a venda de álcool em garrafas de vidro no centro da cidade, onde os moscovitas se reúnem para ver os fogos de artifício.

A fartura na Rússia, graças aos elevados preços dos hidrocarbonetos, se reflete no crescente número de viagens tanto dentro quanto para fora do país. O crescimento faz a alegria das agências de viagens e empresas de transporte.

Segundo a Ferrovias da Rússia, na sexta-feira mais de 600 mil passageiros embarcaram em diversas estações do país. Quase um terço do total partiu de Moscou. Tudo isso apesar de os preços dos bilhetes terem aumentado 46% antes das festas.

Fontes da empresa citadas pela agência oficial "Itar-Tass" informaram que para o período de 22 de dezembro a 8 de janeiro foram programados mais de mil trens extra.

A mesma sobrecarga de trabalho afeta os aeroportos da capital. O número de vôos charter dispara, principalmente com destino a países mais quentes, como Emirados Árabes, Tailândia e Egito.

O aeroporto de Domodedovo, um dos quatro terminais internacionais de Moscou, informou que entre 26 de dezembro e 14 de janeiro deve receber cerca de 6.500 vôos e mais de 800 mil passageiros, 15% a mais que no ano anterior.

EFE


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