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Federação Russa

Vodka da Moldávia e Geórgia mata pessoas na Rússia

01.11.2006
 
Vodka da Moldávia e Geórgia mata pessoas na Rússia

As autoridades de quatro regiões da Federação da Rússia impuseram nos últimos dias o estado de emergência nos seus territórios com o objectivo de travar o número de intoxicações provocadas pelo consumo de álcool ilegal.

Entre Agosto e Outubro deste ano, mais de 4.000 pessoas foram internadas com sinais de intoxicação provocados pelo consumo de álcool, e 184 acabaram por morrer.

O primeiro-ministro russo, Milhail Fradkov, deu três dias aos ministérios competentes para que encontrem os culpados desta verdadeira epidemia e regularizem a situação no mercado das bebidas alcoólicas para que os russos passem a consumir vodka e outras bebidas alcoólicas, em vez de produtos de limpeza à base de álcool metílico, altamente tóxico.

Um dos responsáveis pela situação já foi encontrado, trata-se de Guennadi Onischenko, o principal médico sanitário da Rússia, que proibiu a importação de vinhos georgianos e moldavos baratos, para castigar a política de aproximação da Moldávia e da Geórgia à União Europeia e à Aliança Atlântica.

«Logo que desapareceram das prateleiras os vinhos georgianos e moldavos acessíveis, os produtores e vendedores russos aumentaram consideravelmente os preços», explicou Osman Paragulgov, presidente da União dos Participantes do Mercado do Álcool.

«Regra geral, as pessoas intoxicadas são as que bebem álcool barato», disse, acrescentando que «depois do aumento do preço do álcool etílico [utilizado na produção de vodka], os fabricantes de produtos para limpeza de vidros, com que são envenenadas as pessoas, deixaram de utilizar álcool etílico e passaram para o metílico». Segundo Paragulgov, «o consumo de 5-10 mililitros desses produtos provocam uma intoxicação profunda e mais de 30 mililitros é letal para os seres humanos».

As autoridades policiais afirmam estar a fazer esforços para travar o fabrico de álcool ilegal. «Em nove meses de 2006, os órgãos de segurança da Rússia confiscaram mais de 2,5 milhões de litros de álcool etílico ilegal, neutralizaram 68 grupos organizados, ligados à produção e comércio de bebidas alcoólicas, e descobriram 772 destilarias clandestinas».

Para o deputado Alexandre Tchuev, trata-se da «liquidação real do povo, porque a envergadura da tragédia é tenebrosa: as bebidas alcoólicas a martelo matam mais do que uma guerra!».

Segundo "Portugal Diário"


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