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Federação Russa

Romney ameaça a Putin

01.09.2012
 
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O Kremlin considera "inadmissível que as relações bilaterais se tornem a vítima e a refém das batalhas pré-eleitorais", disse Dmitri Peskov, o porta-voz do presidente Vladimir Putin.

O porta-voz comentou assim as declarações do candidato republicano Mitt Romney, de que o atual mandatário norte-americano, Barack Obama, demonstrou debilidade ao manter relações com Putin, contrário do que faria ele caso ganhasse.

"Conosco, Putin ia ter mais dificuldade", declarou Romney na convenção republicana, antes de considerar que a Rússia segue como "inmigo número um" dos EUA e prometer uma maior presença estadunidense na Ásia Central, se chegasse à Casa Branca.


Meios de imprensa fizeram-se eco de outras propostas de Romney sobre a possível revisão do Tratado de Limitação e Redução de Armas Estratégicas (START-3), assinado em abril de 2010 em Praga e que prevê uma diminuição de ogivas nucleares a mil 500 por ambas as partes. Assim, Romney considerou que Obama traiu a Polônia ao anular os planos de instalar ali um dos segmentos europeus do sistema estadunidense de defesa antimíssil.

" Sr. Presidente abandonou os nossos amigos na Polónia, voltando as costas aos nossos compromissos em matéria de defesa anti-míssil", disse e prometeu se fosse eleito que, "os nossos amigos vissem um pouco mais de lealdade e o sr. Putin visse um pouco menos de flexibilidade e um pouco mais de firmeza".

No entanto, Moscou estima que o mandatário estadunidense foi para além no citado propósito, ao despregar em mais países ainda os componentes do guarda-chuva global antimíssil do Pentágono.

O candidato republicano mereceu em março um comentário por parte do então presidente Medvedev.

Ele aconselhou Mitt Romney a "usar a cabeça" ao falar da Rússia, que  o pré-candidato americano classificou de "inimigo número um" dos Estados Unidos.

"Recomendaria a todos os candidatos à presidência americana duas coisas: primeiro apelar para a razão e utilizar sua cabeça, o que não prejudica um candidato; e segundo consultar seu relógio: estamos em 2012, e não nos anos 1970", declarou Medvedev a jornalistas em Seul.

Em dezembro passado, em uma entrevista com um recurso da  Internet  RealClearPolitics.com,  Romney disse que Putin quer o seu país de volta "ao triunfo da União Soviética". Também pediu que o povo russo procurasse a renúncia de Putin.

"Eu não acho que podemos aceitar o sistema que Putin criou,  como o democrático" — disse. "E espero que o povo russo fosse capaz de encontrar líderes que representariam melhor os seus interesses."

 

Lyuba Lulko

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