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Putin : "Quanto àquelas pessoas que tentam prejudicar a Rússia, nós todos sabemos quem eles são"

01.02.2007
 
Putin : "Quanto àquelas pessoas que tentam prejudicar a Rússia, nós todos sabemos quem eles são"

O presidente Vladimir Putin, acusado pelo Alexander Litvinenko de ordenar seu assassinato, disse que o ex-agente não sabia de nenhum segredo oficial e não tinha nenhuma razão para fugir da Rússia.

Durante uma coletiva de imprensa anual, Putin disse que Litvinenko foi expulso dos serviços segurança russos e processado por abuso de poder e roubo de explosivos.

"Mas não havia necessidade de fugir para lugar algum. Ele não carregava nenhum segredo", disse Putin.

"Qualquer comentário negativo que ele tivesse sobre seu antigo emprego, ele já havia dito tudo. Não podia haver nada novo em suas palavras. Apenas uma investigação poderá descobrir o que aconteceu". 

 Entretanto na Russia  contra Litvinenko  foi aberto um processo por quatro artigos do Código Penal .  São: “ abuso da posição do serviço com uso das armas”, “ fraude em serviço”, “ ruptura ou extorsão das armas, substâncias explosivas e equipamento de explosão” e “ adquisição e guarda ilegal das armas, substâncias explosivas e equipamamento de explosão”.

Em 1977 o coronel Litvinenko e os seus subordinados receberam uma tarefa de investigar uma série de atos de terrorismo na cidade russa de Kostroma causando a morte de uns empressários influentes locais. O inquérito revela que Litvinenko encontrou um grupo das pessoas envolvidas nos crimes o qual , provavelmente, haveria adquirido e vendido o material explosivo.

Porém Litvinenko, segundo inquérito, jogou este material aos suspeitos antes de os ter detido. Os suspeitos foram levados fora da cidade , foram torturados para receber os depoimentos.

 Mais tarde  Litvinenko como uma pessoa de grandes ambições  tornou-se um amigo próximo do magnata russo Boris Berezovsky.

 "Quanto àquelas pessoas que tentam prejudicar a Rússia, nós todos sabemos quem eles são", disse Putin a jornalistas em uma aparente referência a Berezovsky.

 O  sentido desta declaração é sequinte : Boris Berezovsky, processado na Rússia  é quem tinha mais a ganhar com o assassinato de Litvinenko, ao tentar desacreditar Putin.


Em junho de 2002 o FSB enviou um pedido a MI5 para Litvinenko ser interrogado sobre o caso de explosões de bloques de apartamentos nas cidades russas em 1999, efetuadas por um grupo de guerrileiros chechenos de Achimez Gochiyaev. O ex-coronel negou depôr.

 


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