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Loucura!

31.08.2004 | Fonte de informações:

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A tomada dos refens Christian Chesnot e Georges Malbrunot no Iraque é um acto de loucura que nada faz para criar a noção que seus sequestradores têm qualquer agenda política e que lhes perde qualquer grão de compreensão que porventura poderiam ter.

Se tomar refens tem a ver com punir os nacionais que representam os países que apoiaram ou participaram no acto assassino de chacina de George Bush no Iraque, então perceber-se-ia (mas sem necessariamente concordar) com a tomada de cidadãos dos EUA ou Reino Unido (entre outros) e entender-se-ia, que uma pessoa que voluntáriamente assinou um contrato lucrativo para trabalhar como segurança, ganhando dezenas de vezes mais do que um segurança local, estaria a fazer uma opção, sabendo as possíveis consequências.

Só que Chesnot e Malbrunot não são britânicos. Chesnot e Malbrunot não são norte-americanos. Chesnot e Malbrunot não são seguranças. São jornalistas.

E são franceses. Paris se juntou a Moscovo, Brasilia, Berlim e Peking, entre outros, formando um Eixo de Razão contra o Eixo do Mal, da Guerra e do Assassínio, de George Bush. Paris demonstrou consideravel coragem em enfrentar os Estados Unidos da América e reafirmar o que acreditava ser o caminho certo a seguir.

Paris fez mais do que muitos outros países em tentar encontrar uma solução aceitavel para a causa palestiniana. Yasser Arafat afirmou isso esta semana quando fez seu apelo aos sequestradores para libertarem estes dois homens inocentes.

Os jornalistas estão apanhados no meio do fogo. Não querem envolver-se, estão simplesmente a registar os eventos para o resto do mundo estar informado sobre o que está a acontecer. Não há nada mais inocente que isso e não há maior injustiça que reter estes dois homens, Christian Chesnot e Georges Malbrunot, por algo para que nem eles, nem seu país, tem qualquer envolvimento ou responsabilidade.

Os indivíduos são peões num jogo político de maior dimensão. Neste caso, os raptores têm o poder mas se têm poder, também têm responsabilidades e uma destas responsabilidades é perante a sua própria causa.

Libertar Chesnot e Malbrunot seria um sinal bem claro de força de espírito e uma boa indicação que esse sequestro é baseado numa estratégia e não um acto de selvageria tresloucada, do tipo que a França fez tudo no seu posse para prevenir.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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