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Crimes contra a liberdade

31.07.2005 | Fonte de informações:

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Na verdade, constituem crimes gravíssimos conta a humanidade. Talvez a compreensão mais agressiva seja a aprovação de tais atos pelas populações passíveis de sofrerem atentados terroristas. Revela uma transgressão de valores: aceita-se o assassinato de inocentes se existia a intenção de proteger a sociedade contra ataques extremistas.

Não há dúvida nenhuma dos crimes que os invasores do Iraque continuam cometendo diariamente. Para eles, a morte de 3 civis inocentes, crianças, mulheres, idosos ou quem quer que seja, não constitui um crime. Entramos na teoria do absurdo responsável por muitas e muitas loucuras.

Todos os mais de 6 bilhões de viventes humanos possuem igualdade de direito sobre o usufruto no planeta terra. O jogo dos incluídos, segregando os excluídos, é um desequilíbrio violento contra a humanidade.

Os norte-americanos, com suas bases militares distribuídas em todos os cantos do mundo, com suas ogivas nucleares suficientes para exterminar todos os seres do planeta, com sua rede espetacular de espiões, com seus interesses econômicos-sociais preservados contra o bem-estar de todos, representam a maior ameaça para o planeta.

Os terroristas não chegam nem aos pés do perigo do comandante Bush, senhor dos senhores, deus humano, dono do mundo e de todos.

Estes eventos lembram os dois maiores crimes cometidos contra a humanidade: as bombas atômicas lançadas sobre os cidadãos inocentes de Hiroshima e Nagasaki, no final da segunda guerra mundial, no Japão. Em dois dias, morreram 500 mil pessoas. Não eram soldados. Não significavam nenhuma ameaça para ninguém. Foram escolhidas ao acaso. Quando a humanidade começa a aceitar estes crimes como atos normais, algo de muito aterrador está sendo engendrado.

Da mesma forma, não se justifica mais as prerrogativas da segunda guerra mundial. Nem os Estados Unidos, a França, a Inglaterra, a Rússia e a China deveriam manter o espólio daquela guerra, preservando seus direitos de veto no jogo das nações unidas. O mundo precisa urgentemente ser revisto, reanalisado, repensado.

Os povos devem promover uma reforma importante da constituição do planeta. Não é possível viver muito mais tempo com a minoria incluída dominando a maioria excluída. De um lado estão 2 bilhões de indivíduos incluídos. Do outro lado, 4,3 bilhões excluídos, pobres, escravizados.

Parece que a insanidade tomou conta da raça humana. Enquanto isto, os que se consideram desenvolvidos e avançados continuam assassinando inocentes.

Vivemos grandes crises de impunidade. Até quando?

Orquiza, José Roberto escritor workisa@hotmail.com

 
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