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Racismo na Rússia: BBC culpa Putin

28.11.2005 | Fonte de informações:

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Para quem ainda lê a imprensa “comprada” hoje em dia, vai encontrar um pacote de histórias que os controladores da riqueza do mundo querem que encontre: uma visão aconchegada do mundo onde vai encontrar histórias dos Estados Unidos da América e seus aliados a rondar o globo, civilizando a selva com a bala e os selvagens com a Bíblia (enquanto estabelecem regimes pro-ocidentais e se preparam para saquear os recursos dos quatro cantos da Terra). Um factor constante nesta fórmula é uma abordagem histérica, hostil e histriónica contra a Federação Russa.

Mais uma vez, a BBC traz-nos um exemplo clássico deste ponto de vista na imprensa “comprada” – o artigo no site da emissora britânica no Domingo, dia 27 de Novembro, com o titulo “UK students fear Russian racists” (Estudantes do Reino Unido temem racistas russos), onde o correspondente da BBC, Jonathan Charles, percorreu os cantos mais escuros da Federação Russa, tentando encontrar lixo para vasculhar. A sua procura levou-o à cidade de Voronezh, no sul da Rússia, onde ultimamente têm havido ataques racistas contra estrangeiros.

“Voronezh é um sítio medonho depois de anoitecer”, informa-nos e depois apresenta a estatística terrível que duas pessoas foram assassinadas neste cidade nos últimos dois anos em ataques contra estrangeiros. Por lamentável que seja, esta cifra é insignificante quando comparado com os ataques racistas que acontecem amiúde nas cidades britânicas, como Liverpool, onde recentemente um rapaz foi morto com um machado, só por causa da cor da sua pele.

Enquanto se tem de admitir que há uma mão cheia de idiotas em todas as sociedades – e a Rússia não é excepção, apresentar racistas e racismo como a norma na Rússia de hoje é uma distorção de realidade a um nível questionável, tanto assim que põe em questão qual será a agenda da BBC e se valerá a pena acreditar mais nesse organismo, mais um órgão de informação que se deixou cair no lado dos “comprados”.

“É difícil apontar exactamente a razão porque o racismo está a aumentar,” diz o jornalista, antes de postular que as pessoas ficaram com ciúmes dos ocidentais depois do “colapso” do Comunismo nos anos 90 (um cliché utilizado sempre quando falam da Rússia, mas se esquecem de referir os triliões de dólares que foram empregues, juntamente com uma campanha belicosa e de extrema hostilidade, para tentar sabotar o modelo). Se os russos em Voronezh estão piores do que durante os tempos soviéticos, como diz o artigo, então podemos concluir que nos tempos soviéticos, nos tempos do comunismo, viviam melhor, o que não diz muito a favor do modelo capitalista-monetarista, que falhou em todos os países em que entrou.

A culpa de Putin

Agora vem a cereja no bolo, a afirmação pela BBC que “outra razão poderia ser a campanha de Presidente Putin quando faz com que os russos se sintam orgulhosos do seu país”, uma mensagem que “pode ter sido mal interpretada por alguns que a traduziu numa desculpa para serem hostis a estrangeiros”.

Então quando um britânico ou um norte-americano gosta do seu país, tudo bem, mas quando se trata dum russo a se sentir patriótico, começa a ficar perigoso, é isso?

Talvez os russos devem seguir o regionalismo, defendendo os capitais locais contra Moscovo, criando divisões internas graves e catastróficas na Federação Russa, enquanto os recursos da Rússia são sugados pelos controladores ocidentais, será esse o grande plano?

Sob Vladimir Putin, isso não vai acontecer. Se a BBC quer uma razão pelo sentimento anti-ocidental em Voronezh, encontrá-la-á precisamente nesse atitude de intromissão e arrogância por um ocidente continuamente hostil e negativo perante a Rússia, que ou não consegue, ou não quer, deixar a Guerra Fria no passado.

Se a BBC quer investigar uma história mais interessante e mais verdadeira, podemos sugerir algumas, por exemplo a violência nas cidades britânicas nos Sábados à noite, onde grupos de jovens delinquentes atacam pessoas sem razão e destruem propriedade particular. Se a BBC quer uma história, que tal visitar qualquer estação dos caminhos de ferro em qualquer aldeia perto de Londres num Domingo de manhã, onde vão encontrar vândalos deitados no chão em charcos de excremento e vómito, ao lado de uma lata de bebida, depois de deixarem as utilidades públicas num estado em que parece que todos os habitantes das pocilgas na região passaram por aí.

Se a BBC quer uma história, que tal investigar o racismo nas cidades britânicas ou lá na terra do amigão, os Estados Unidos da América?

Quem tem telhados de vidro e lança a primeira pedra ...

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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